14 coisas que você pode não saber sobre o nascimento e infância de Jesus

Jesus é um ilustre conhecido. Certo? Infelizmente para a maioria dos evangélicos Ele é sim ilustre, mas desconhecido. Duvida? Vem comigo!

Jesus é um ilustre conhecido. Certo? Infelizmente para a maioria dos evangélicos (e nem estou falando dos demais) Ele é sim ilustre, mas desconhecido. Trouxemos 14 coisas que muitas pessoas podem não saber sobre Cristo, inclusive, evangélicos. Vamos a elas?

1) Ele foi anunciado a Maria pelo anjo Gabriel, no sexto mês de gestação de sua prima Izabel (Lucas 1:26). Aquela classificação hierárquica de anjos (anjo, arcanjo, querubim, serafim) já proposta por muitos estudiosos, não funciona muito bem. Compare com Apocalipse 20, um anjo prendeu o outrora querubim Lúcifer

2) Que Maria ao saber que sua prima estava grávida (até aquele momento ela era tida como estéril (Lucas 1:36)) foi visitá-la e ao entrar em sua casa o menino João saltou em seu ventre e Izabel foi cheia do Espírito Santo

3) Que José intentou fugir, para não difamar Maria, ao saber que ela estava grávida (Mateus 1:19). O casamento em Israel era precedido por um noivado de um ano, durante o qual o noivo providenciava a casa e a forma de subsistência para sua futura família. Maria era noiva de José. Quando este pensou em fugir foi dissuadido em sonho por um anjo (Mateus 1:20)

José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo

Esta afirmação sepulta um eventual relacionamento de José que gerasse a Jesus, conforme creem alguns estudiosos. José só se relacionou sexualmente com Maria após o nascimento de Jesus (Mateus 1:25). O texto diz que José não a conheceu até que o menino nasceu. Isto sepulta o mito católico da virgindade perpétua de Maria

4) Que o nome Jesus vem da mesma raiz de Josué. O primeiro é um nome grego, o segundo hebraico. Josué significa O Senhor é minha salvação. Haviam outras pessoas com o nome Jesus, que era um nome comum. Em Atos 13:6 se fala de um homem chamada BarJesus, ou seja, filho de Jesus

5) Que o recenseamento de Lucas 2, foi realizado no ano 8 a.C. Informa-nos William Barclay:

O recenseamento era feito a cada quatorze anos. encontraram-se documentos de cada censo entre 20 d. C. e 270 d. C. Se se respeitava o prazo de quatorze anos, então o censo na Síria deve ter sido no ano 8 a. C. e, portanto, Jesus deve ter nascido esse ano. Cirênio não foi governador de Síria até o ano 6 A. C., mas teve um posto oficial nessa zona com antecedência, entre os anos 10 e 7 A. C. e o censo deve ter sido tomado durante esse período. Tais alistamentos tinha a razão de recensear o povo e calcular os tributos. A Palestina era isenta, mas o censo era importante para Roma.

Por que a discrepância de anos? Os cálculos que levaram ao calendário cristão, baseado na data do nascimento de Jesus Cristo, foram realizados por um monge de nome Dionísio Exíguo, no ano 532, na época denominado ano 284 da Era Diocleciana. Exíguo não queria usar um calendário cujo nome se referia a um tirano e perseguidor de cristãos, e resolveu datar os eventos a partir do nascimento de Jesus. Como os romanos datavam os eventos a partir da fundação de Roma (Ab Urbe Condita), Exíguo determinou a data de nascimento de Jesus neste calendário. A partir de Lucas 3:1, se Jesus tinha trinta anos no décimo-quinto ano do reinado de Tibério em Roma, e se Tibério sucedeu Augusto em 19 de agosto de 767 A.U.C., conclui-se que Jesus nasceu no ano 753 A.U.C. Porém, este fato está em desacordo com Mateus 2:1, pois Jesus teria nascido antes da morte de Herodes, em 749 A.U.C. A solução é que Tibério iniciou seu reinado com colega de Augusto, quatro anos antes da morte deste. Assim, o décimo-quinto ano de Tibério, citado por Lucas, ocorreu quatro anos antes do suposto por Exíguo

6) Que os pastores eram menosprezados pelos sacerdotes. A razão é que os mesmos nem sempre podiam estar no serviço do templo, ocupados com seus rebanhos. Entretanto, quando o sacerdote precisava de um cordeiro, eles sabiam exatamente a quem procurar: alguém que acompanhasse o rebanho e soubesse quais eram saudáveis e sem defeito, conforme Êxodo 12:5. Os pastores foram os primeiros a ver o Cordeiro de Deus, o Agnus Dei (Lucas 2:8-16)

7) Que apesar da crença popular, não sabemos se foram três os magos que visitaram o menino Jesus. A Bíblia afirma que o menino recebeu três presentes: ouro, incenso e mirra (Mateus 2:11). É daí que vem a conclusão infundada. A Igreja católica deu até nomes aos magos: Gaspar, Baltazar e Melchior

8) Que a manjedoura ficava na parte de trás das casas, geralmente num lugar mais baixo que o terreno. Era o local aonde se abrigavam os animais. Maria ficou ali porque não havia lugar na hospedagem (Lucas 2:7)

9) Que a um idoso em Israel havia sido revelado que não morreria até que visse Jesus (Lucas 2:26). Ou seja, mesmo em silêncio profético da parte de Deus, o Espírito Santo por natureza livre, falara ao coração daquele homem

10)  Outro fato intrigante é que uma profetisa de 84 anos, viúva, de nome Ana, filha de Fanuel, profetizou a respeito de Jesus, na sua ida ao templo. Se ela era profetisa, por que se diz que houve 400 anos de silêncio profético?

11)  Que os anos obscuros de Jesus aconteceram em Jerusalém. Assim como a Bíblia nada diz sobre os onze primeiros anos e alguns meses de Jesus, nada se fala dos doze aos trinta, quando iniciou seu ministério. Compare com os anos de João Batista, que era mais velho que Jesus em apenas seis meses (Lucas 1:80). A intenção dos evangelistas foi focar no ministério e mesmo assim com dados sintéticos (João 21:24). Marcos e João sequer falam da infância de Jesus. Por outro lado, algumas referências dão a entender que Jesus era bem conhecido entre os seus conterrâneos (Mateus 13:55, 57; Marcos 6:3)

12)  Que Jesus tinha irmãos e irmãs (Mateus 13:55 – 57; Marcos 6:3)

13)  Que aos doze Jesus dialogava com os doutores da Lei e os deixava admirados (Lucas 2:46,47).

14)  Que Jesus crescia como homem, ou seja, no seu estado humano precisava aprender e crescer como qualquer outra pessoa (Lucas 2:52). Essa constatação abrange seu próprio corpo e seu desenvolvimento psicológico. Ao contrário das ficções em torno de um Jesus superstar, ele foi em tudo semelhante aos irmãos, até revelar seu ministério  (Hebreus 2:17).

Bibliografia

Wikipédia

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Barclay, William – Comentários em Lucas, CLIE

Costa, Samuel Fernandes Magalhães – Os anos obscuros da mocidade de Jesus Cristo, Chamada da Meia-Noite

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1 Comentário

  1. Elizeu Barros disse:

    Que os magos, além de não serem contados em três, não são descritos como reis.