A autoridade da palavra falada e escrita

A autoridade da Palavra de Deus provém do Criador, mas Ele decidiu fazer isso de forma graciosa e maravilhosa. Deus quis falar conosco!

A autoridade da Bíblia consiste no próprio Deus. Isso não é novidade. O que muitos não prestam atenção é que esse Deus tenha falado aos homens em graça, de maneira compreensível e tenha se empenhado para que compreendamos sua mensagem. E isso não, não é pouco!

Cada deus antigo, de um panteão qualquer, se comunicava com seus adoradores. A maioria, porém, filtrava a comunicação através de seus oráculos. Videntes e sacerdotes destas religiões retinham determinadas informações, repassando apenas o que fosse conveniente e em determinados eventos. As comemorações, por exemplo, eram organizadas para que naquele dia o deus da tribo, cidade ou região, se comunicasse com seu povo.

De fato, essa hierarquização do acesso ao divino está presente em alguns episódios tanto do Velho Testamento, quanto da História da Igreja. Não custa lembrar que a Igreja Católica restringiu o acesso à Bíblia por séculos e até queimou exemplares e castigou possuidores. No Concílio de Toulouse, França, em 1229, ficou estabelecido que a última palavra na interpretação bíblica se restringia à Tradição e ao Magistério da Igreja Católica.

Mas o que Deus quis desde sempre é o acesso livre, geral e irrestrito à sua Palavra. Em Salmos 1:1-2 lemos: “Bem-aventurado é aquele que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Pelo contrário, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite”. Ou seja, qualquer um deve ler a Palavra e nela meditar com diligência. Não há hierarquia aqui!

A outra parte importante da autoridade das Escrituras é que esse Deus tenha decidido em graça comunicar-se com os homens. Ele poderia envolver-se em seu véu de glória e permanecer esquivo. Há até uma escola filosófica que defende essa linha de raciocínio: o deísmo, que diz que Deus criou o Universo e o abandonou. Mas a realidade é que Ele decidiu, unilateralmente, comunicar suas verdades ao homem, mesmo depois de este ter se tornado pecador!

É importante frisar que Deus não é solitário e por isso decidiu nos procurar. Muito pelo contrário. O Céu é um lugar pulsante e cheio de vida, habitado por seres de toda ordem de grandeza e sabedoria. Tudo que, teoricamente, Deus precisa está lá! Permanece uma questão insondável porque Ele decidiu nos incluir em seus planos!

Pra finalizar, um detalhe importante é que Deus tenha usado a linguagem escrita para comunicar sua Palavra. A transmissão oral era importante, principalmente, numa sociedade dominada pelos patriarcas e que prestava muita reverência a seus anciãos, mas se perde facilmente. Tente qualquer um de nós fazer a famosa dinâmica do “quem disse, me disse”.

A linguagem escrita tem a vantagem de perpetuar o que foi dito, de fato, facilitar conferências (lembra do: leia aí em tal livro, capítulo e versículo?) e poder ser traduzida com alguma facilidade para outros idiomas. Sem contar a agilidade com que pode ser replicada. O erro de um copista pode ser facilmente identificado também.

Os linguistas dão conta de que os grandes reis criavam seus códigos entalhados em cilindros ou placas de metal. Assim seus liderados podiam copiar com a simples pressão da argila sobre eles, depois secavam ao sol e assim tinham uma réplica para eventuais conferências.

Deus imprimiu sua autoridade ao falar conosco. Esteja disposto a ouvi-lo!

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