A Pia de Bronze: Lugar de Purificação

A Pia de Bronze Lugar de Purificação - Lição 05. Vamos a mais um comentário para enriquecer nosso conhecimento a respeito deste importante assunto.

Nobres leitores, retornamos por misericórdia esta semana com os comentários da 5ª lição, que tem por tema: A Pia de Bronze: Lugar de Purificação! Como vocês já sabem estamos numa lição que aborda o Tabernáculo e sua simbologia. Já frisamos que cada item é importante, até mesmo os menos comuns. Pedimos perdão por não poder disponibilizar o comentário da semana passada e até mesmo por somente hoje poder postar este. O trabalho e o estudo secular tem consumido nosso tempo. Por comodidade disponibilizamos o texto da lição em azul e os comentários em preto.

Texto Áureo

“Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado.” (Jo 15.3)

O original grego é καθαρός (lê-se, katharós), sem mistura, limpo, purificado. Ocorre 27 vezes no Novo Testamento e se aplica, predominantemente, à purificação ritual, com eficiência espiritual. Há dois detalhes importantes:

1) O versículo no original grego dá relevo ao processo de limpeza. Primeiro, a palavra foi falada e por isso se tornou efetiva. Ou seja, há um poder imanente nela que só entra em operação quando falada, ouvida e crida, nesta ordem;

2) Não há outro meio para que essa purificação seja operada em nós. Somente a palavra de Deus tem o poder de santificar o salvo na pessoa do Senhor Jesus (Jo 17:17).

Verdade Prática

A Pia de Bronze é o símbolo do processo da santificação que Cristo realiza em nós através de seu sangue e da Palavra de Deus.

Leitura Diária

DiaReferênciaComplemento
SegundaEf 5.26A Palavra como água purificadora
Terça1 Pe 1.22A obediência à Palavra traz pureza
QuartaJo 3.5Nascendo da “água” e do Espírito
QuintaHb 10.22Apresentando-se a Deus, purificados
Sexta1 Jo 5.6A Palavra viva encarnou
SábadoAt 2.38Batismo: a confirmação da purificação

Leitura Bíblica em Classe

Êxodo 30.18-21; 40.30-32; 1 Coríntios 6.11; Efésios 5.26,27

Êxodo 30
18 – Farás também uma pia de cobre com a sua base de cobre, para lavar; e a porás entre a tenda da congregação e o altar e deitarás água nela.
19 – E Arão e seus filhos nela lavarão as suas mãos e os seus pés.
20 – Quando entrarem na tenda da congregação, lavar-se-ão com água, para que não morram, ou quando se chegarem ao altar para ministrar, para acender a oferta queimada ao Senhor.
21 – Lavarão pois, as mãos e os pés, para que não morram; e isto lhes será por estatuto perpétuo, a ele e à sua semente nas suas gerações.
Êxodo 40
30 – Pôs também a pia entre a tenda da congregação e o altar e derramou água nela, para lavar.
31 – E Moisés, e Arão, e seus filhos, lavaram nela as mãos e os pés.
32 – Quando entravam na tenda da congregação e quando chegavam ao altar, lavaram-se, como o Senhor ordenara a Moisés.
1 Coríntios 6
11 – E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus.
Efésios 5
26 – para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
27 – para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.

Objetivo Geral

Conscientizar sobre a importância da pureza espiritual.

Objetivos Específicos

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I – Conceituar a Pia de Bronze;
II – Refletir acerca da Pia de Bronze e sua relação com a limpeza e a pureza espiritual;
III – Destacar os dois aspectos dos ritos de lavagem dos sacerdotes.

Introdução

O nosso presente estudo é sobre a Pia de Bronze. Continuamos a avançar no Tabernáculo. Assim, veremos o simbolismo da limpeza e da pureza que a Pia de Bronze apresenta; estudaremos os dois aspectos do rito de lavagem presentes na função dos sacerdotes; e, finalmente, seremos chamados à responsabilidade acerca da necessidade e urgência de vivermos uma vida santa e irrepreensível diante de Deus e dos homens.

Pia de bronze

Pia de bronze

A pia de bronze estava entre o altar e a entrada do Lugar Santo. Foi feita de bronze polido a partir dos espelhos das mulheres de Israel. Os espelhos de bronze eram largamente utilizados no mundo antigo e eram polidos para poder refletir, ainda que de modo precário, o rosto das pessoas. Paulo ecoa essa precariedade I Coríntios 13:12, quando afirma que vemos as coisas agora como num espelho, ou seja, sem nitidez.

Segundo relatos antigos, escudos polidos de bronze foram utilizados por Arquimedes para direcionar os raios do sol e incendiar alvos. São histórias de difícil comprovação, mas não de todo impossíveis[1].

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Abaixo alguns exemplares de espelhos de bronze do Egito Antigo…

Resultado de imagem para espelho de bronze egito antigo

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Imagem relacionada

Lembremos que a Pia de Bronze simboliza a santificação (posicional e progressiva) e o batismo em águas e, como já falamos acima, tem uma estreita ligação com Cristo. Para uma melhor correlação dos objetos do Tabernáculo e seu cumprimento nele reproduzimos o infográfico abaixo, que nos foi fornecido pelo designer gráfico Enomir Santos.

Esquema representativo dos itens do Tabernáculo – Enomir Santos

I – A pia de bronze: a importância da santidade

1. A pia de bronze e a água (Êx 30.18,19). Deus ordenou a Moisés que fizesse uma pia de bronze. O objetivo era que antes de entrar ou sair do Tabernáculo, Arão e seus filhos lavassem as mãos e os pés. O ofício de apresentar holocaustos ao Senhor era Santo. Não é possível apresentar-se diante de Deus de maneira a não reconhecer sua santidade e justiça. Oferecer um sacrifício a Deus é prestar-lhe um culto santo e reverente. Não podemos perder o senso de piedade e reverência diante de Deus. Por isso, nossos cultos, bem como nossas vidas, devem refletir a santidade de Deus (1 Pe 1.15,16).

Note que a pia de bronze vem depois do altar de sacrifícios. Há inúmeras implicações aqui, das quais destacamos três:

  1. Não podemos ser santos, sem ter morrido para o mundo. É uma condição sine qua non, ou seja, uma não existe sem a outra e nem vem antes;
  2. Consequentemente, não podemos ter comunhão com Cristo, o significado maior do termo igreja (Ef 2:21; 4:16), sem passar pela morte espiritual (Cl 3:3) e pela santificação. Para acessar o Lugar Santo o sacerdote tinha que passar pelo altar dos sacrifícios e pela pia de bronze;
  3. A ordem dos objetos do tabernáculo até aqui é: redenção, justificação, regeneração, santificação, comunhão.

Antes de prosseguir conceituemos o que é santificação. Para isso lançaremos mão dos comentários do Pr. Antonio Gilberto, falecido consultor teológico da CPAD (grifos nossos):

Santificação é um ato divino que também ocorre dentro do homem, refletindo logo em seu exterior. Daí a diferença entre santidade – um estado – e justiça – santidade prática, de vida (Lc 1.75). Na operação divina da conversão, a santidade de Cristo passa a ser a nossa santidade (Cl 2.10; 1Co 2.30; Hb 10.10,14 e Rm 8.2). Seus méritos são creditados à nossa conta. Estamos tratando da santificação posicional em Cristo, não da santificação progressiva, no viver diário do crente, como mostrada em 2 Coríntios 7.1 e Apocalipse 22.1.

O resultado da santificação, operada na conversão, é a mudança de vida.

A salvação considerada sob estes três aspectos simultâneos é perfeita. É a salvação no sentido objetivo. Estamos em Cristo (2Co 5.17 e Jo 15.4). Nunca seremos mais salvos do que somos agora. Cristo não fará mais nada para salvar-nos além do que já fez. Ele já fez tudo o que era preciso e possível. Aí está o perigo do pecador rejeitar a Cristo, pois não haverá outro plano divino de Salvação. O atual é eterno (2Tm 1.9 e Ef 3.11). Nem mais outro sacrifício expiatório terá lugar, pois o de Jesus foi perfeito e completo (Hb 9.26; 10.10,12).

Pela santificação em Cristo, o crente é declarado santo. Por ela, o crente entra em boas relações com Deus quanto à sua natureza, pois Ele é santo (1Pe 1.16 e 2Tm 2.21).

Estas três bênçãos – justificação, regeneração e santificação – são simultâneas, no sentido objetivo. As três constituem a plena Salvação em Cristo (2Co 5.17).

Já houve proponentes da ortodoxia do batismo por aspersão por sua similaridade com o ritual dos sacerdotes na pia de bronze. Por falta de espaço deixamos esta discussão para uma ocasião posterior.

2. Os sacerdotes e a santidade (Êx 30.20). Ao entrarem no Tabernáculo, os sacerdotes deveriam se lavar “para não morrer”. Fosse para ministrar, fosse para acender a oferta no altar, eles deveriam lavar-se antes. Há que se destacar a expressão “para não morrer”. O ato colocava em risco a vida dos sacerdotes. Apresentar-se diante de Deus sem atentar para a exigência da purificação poderia custar-lhes a vida. Hoje, nós, os obreiros de Cristo, devemos pautar nossas vidas na obra, exercitando-nos na piedade e na santidade. Somos santos porque fomos chamados por um Deus Santo. Somos chamados para ser um modelo de santidade. Não nos esqueçamos: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

Percebamos que o caminho percorrido do portão ao Lugar Santo ia se estreitando e exigindo maior santidade. Aparentemente não havia maiores exigências para o sacerdote oferecer sacrifícios no altar. Evidentemente, ele deveria ser chamado para isso (Hb 8:3) e uma vez investido deveria ser alguém consagrado.

Relembramos, porém, que nem todos sacerdotes adentravam o Lugar Santo ao mesmo tempo e aqueles que o faziam, conforme suas escalas, deveriam estar cientes do nível de obrigação exigido para o desempenho de suas funções. Eles estavam por sua conta e risco e cada respondia por um eventual descuido.

Somente os filhos de Arão foram escolhidos para o sacerdócio (Nm 3:3), para oferecer os sacrifícios, entrar no Lugar Santo e escolher dentre eles quem seria o Sumo Sacerdote, os demais levitas, em torno de 8.580 homens entre 30 e 50 anos, cuidavam do Tabernáculo (Nm 4:48). Porém, havia uma regra, segundo a qual os levitas trabalhavam no serviço do Senhor apenas de 25 a 50 anos (Nm 8:24-25).

3. A santidade para a vida* (Êx 30.21). O versículo 21 traz-nos a ideia de um pacto perpétuo a respeito do rito de lavagem da purificação. Esse rito seria um estatuto perpétuo para os sacerdotes. Disso dependeria a vida deles. Viver a vida de maneira santa, separada, única e exclusivamente para Deus é a vocação de todo obreiro chamado para a sua obra. Santidade ao Senhor gera espiritualidade profunda. Santidade ao Senhor gera uma vida de compromisso com Deus. Santidade gera vida no altar de Deus!

II – A pia de bronze: lugar de limpeza e pureza

1. A Pia de Bronze (cobre) entre o Altar do Holocausto e o Tabernáculo. O termo hebraico para “pia” é כִּיּ֥וֹר kyyor, que significa “lugar de se lavar”. Era uma bacia redonda. É assim que a imagem da Pia de Bronze é geralmente apresentada nas ilustrações. Para entrar no santuário do Tabernáculo, após ministrar no Altar dos Holocaustos, o sacerdote lavava-se na Pia de Bronze com água limpíssima. Ora, o nosso pecado foi expiado por Cristo no Calvário, o que significa que toda a nossa sujeira foi limpa para a glória de Deus. Fomos “lavados” pelo “sangue remidor” de Jesus (1 Co 6.11).

Curiosamente, o texto não fala sobre formato ou medidas da pia de bronze. Isto, talvez, indique que não haviam restrições sobre quanto ou quantas vezes os sacerdotes deveriam se lavar. Dada a quantidade de sacerdotes que haviam a cada turno, era de se esperar uma pia de bom tamanho.

No dia a dia, encontramo-nos vulneráveis às imundícias das obras da carne. Entretanto, temos um recurso divino, que nos purifica e santifica, prefigurado pela Palavra de Deus (cf. 1 Jo 1.7,8,10). O sangue de Jesus quitou a nossa culpa, cuja natureza humana estava condenada a se curvar sempre diante das tentações e do pecado (Rm 3.24,25; Ef 1.7). Assim, a Palavra de Deus é o espelho que reflete a nossa nova natureza e as obras que devemos praticar com a ajuda do Espírito Santo.

2. A lavagem na Bacia de Bronze. A Pia era de bronze polido, fabricado com o espelho das mulheres (Êx 38.8). Assim, exposta à luz do sol, a partir da água limpíssima, toda impureza era revelada no interior da bacia. À semelhança dessa figura, a obra regeneradora do Espírito Santo nos torna completamente limpos das sujeiras do pecado (2 Co 5. 17; Ef 5.26).

O manejo corriqueiro da água numa bacia comum indica que ela era constantemente trocada, para que as eventuais impurezas de uns não passassem a outros. O polimento do bronze fazia com que qualquer sujeira se evidenciava rapidamente. Assim ocorre com a Palavra de Deus, que penetra nas profundezas da alma (Hb 4:12), desnudando as impurezas mais interiores do nosso coração.

Outro ponto que devemos destacar é a consciência de pureza que os sacerdotes deveriam ter para estar na presença de Deus, pois quando se lavavam, as sujeiras desapareciam de seus corpos. Sabiam que, doutra forma, não poderiam celebrar no interior do Tabernáculo. Só a Palavra de Deus é eficaz para revelar o pecado do nosso coração, expô-lo e removê-lo. A imagem dessa bacia nos rememora à santidade de Deus e a necessidade de se buscar uma vida de retidão, tanto na área espiritual quanto na moral. Somos de Deus, ovelhas de seu rebanho.

3. A Pia de Bronze e o caráter de juízo. No Altar dos Holocaustos, o juízo sobre o pecador era aplicado na oferta do sacrifício, cobrindo o seu pecado. Nesse sentido, as águas da pia cumpriam uma função de limpeza dos sacerdotes que passaram por aquele processo. De igual modo, nosso Senhor tomou sobre si o juízo que merecíamos, morrendo vicariamente por nós (2 Co 5.21; Gl 1.4). Nesse aspecto, à semelhança das águas purificadoras, a Palavra de Deus tem o poder de limpar e disciplinar nossa vida (Hb 4.12,13). Embora nossos pecados tenham sido expiados (Hb 10.17), ainda temos de nos chegar a Deus, continuamente, para sermos limpos de tudo o que desagrada-o: pensamentos, palavras e obras. Infelizmente, acidentes ocorrem no caminho da jornada cristã, e precisamos nos quebrantar na presença de Deus. Busquemos a santidade em Jesus Cristo.

Subsídio Teológico

“A regeneração é a ação decisiva e instantânea do Espírito Santo, mediante a qual Ele cria de novo a natureza interior. O substantivo grego (παλιγγενεσία, lê-se, palingenessía) traduzido por ‘regeneração’ aparece apenas duas no Novo Testamento. Mateus 19.28 emprega-o com referência aos tempos do fim. Somente em Tito 3.5 se refere à renovação espiritual do indivíduo. Embora o Antigo Testamento tenha em vista a nação de Israel, a Bíblia emprega várias figuras de linguagem para descrever o que acontece. O Senhor ‘tirará da sua carne o coração de pedra e lhes dará um coração de carne (Ez 11.9). Deus diz: ‘Espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados… E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo… E porei dentro de vós o meu espírito e farei que andeis nos meus estatutos’ (Ez 36.25-27). Deus colocará a sua lei ‘no seu interior e a escreverá no seu coração’ (Jr 31.33). Ele ‘circuncidará o teu coração… para amares ao Senhor’ (Dt 30.6)” (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.371).

III – Dois aspectos do rito de lavagem dos sacerdotes

1. A lavagem completa. Essa lavagem era mais do que simplesmente lavar mãos e pés. Significava uma “obra regeneradora”, que implicava o primeiro passo para a consagração sacerdotal. Hoje, é inaceitável que um ministro queira servir na Casa de Deus sem ter passado pela obra da regeneração (Jo 13.10). É preciso que os obreiros do Senhor tenham experimentado uma “limpeza completa” da alma e da mente. É preciso nascer da Palavra e do Espírito (Jo 3.5,7; Jo 15.3; Tt 3.5; 1 Pe 1.23).

2. A lavagem progressiva e constante. No dia a dia sacerdotal, a limpeza exigida para ministrar no Lugar Santo era apenas das mãos e dos pés (Êx 30.19). Mas, de acordo com a doutrina do Novo Testamento, o “lavar-se”, aqui, destaca o ato do Espírito que opera em nós a santificação (Ef 5.26; 2 Co 7.1). Nesse sentido, a consagração dos sacerdotes dava-se nos termos do compromisso de uma vida santificada. Esse mesmo compromisso é que deve permear a vida do obreiro, que se acha vocacionado para realizar a obra do Senhor.

A santidade na Bíblia é conceituada em três níveis:

  1. Posicional – Automaticamente o ser humano é declarado santo perante Deus ao aceitar a Jesus como Salvador e ter perdoados os seus pecados. Neste momento nos tornamos uma nova criatura (II Co 5:17) e tudo que manchava nosso passado é perdoado por Deus (Cl 2:14). Podemos até ter algum culpa ou crime diante dos homens, mas diante do Senhor, não! Esta santificação é resultado estático e imediato da justificação e da regeneração (Rm 5:1), sendo, um ato divino;
  2. Progressiva – É a santificação a ser buscada diariamente (Hb 12:14). Todo salvo que quer agradar a Deus deve buscar ser santo. Diz-se progressiva porque: a) Devemos buscar sempre, todo dia, toda hora, todo momento; b) Podemos acordar mais santos e dormir menos santos, tendo pecado ao longo do dia, como também podemos dormir mais santos do que ontem. É um ato tanto divino, que quer nos santificar (Lv 20:8), quanto humano, que deve buscar ser santo, evitando até mesmo a aparência do mal (I Ts 5:22);
  3. Definitiva – É a santificação final, quando nosso corpo, espírito e alma serão glorificados. Desse nível jamais poderemos decair e será operado por um ato divino.

3. Recapitulando verdades importantes. À luz de tudo quanto temos estudado até aqui, devemos assimilar algumas lições apreendias até o presente momento:

  1. Sobre o sangue de Jesus. O sangue de Jesus Cristo nos livrou da pena do pecado ( Mt 20.28; 26.28; 1 Pe 4.17);
  2. Sobre a Palavra. A Palavra de Deus revela quem somos (Tg 1.22-24);
  3. Sobre a limpeza espiritual. Uma vida irrepreensível é prioritária e absolutamente necessária (Jo 15.3).

Conclusão

Nesta lição, vimos que a limpeza espiritual é prioridade absoluta como consequência da obra expiatória de Cristo. Uma vez que Cristo nos salvou, fomos chamados para ser santos. Atentemos para esse precioso chamado de Cristo Jesus!

Se meros sacrifícios de animais, que apenas cobriam pecados, exigiam um nível tão elevado de santidade que diremos da condição de salvos em Cristo? Ao contrário do que muitos pensam, de que já ninguém morre por apresentar-se imundo perante Deus como acontecia anteriormente, há muitos mortos espirituais entre nós por falta de santidade!

Acesse o comentário em vídeo da lição!

[1] Alunos do MIT testaram a possibilidade. O resultado está aqui. Leve, porém, em conta, a realidade tecnológica da época.

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3 Comentários

  1. Jadson disse:

    Pr. Daladier, Paz! Se o senhor tiver disponibilidade acho que seria interessante que fizesse o subsídio da lição 5, mesmo tendo passado a data. Para que nos servisse em futuras consultas

  2. Daladier Lima disse:

    Anotado! Vou ver se acho uma brecha. Mas acho que é a lição 04.

  3. Eliezer disse:

    Excelente…
    Teixeira de Freitas/BA também agradece por estes estudos.