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A prevalência das coisas supérfluas

Vocês conhecem a figura acima!? Se não, lhes apresento o indiano Amar Bharti, 58, que é um sadhu, homem sagrado do hinduísmo. Entre suas excentricidades: não cortar a unha (no detalhe) há 28 anos e estar há 39 com o braço erguido em homenagem a Shiva. Este fato não seria mencionado aqui no blog senão por uma incrível semelhança com a igreja evangélica.
Notem, ele não foi elevado à condição de celebridade por seus dotes, digamos, espirituais. Mas por ter uma grande unha e não baixar o braço!? Não é exatamente como o lugar tomado pelas coisas supérfluas em nossas igrejas? Câmeras melhores para um close bonito nas unhas. Tamanho do templo e quantidade acomodações. Marcas de ternos e quantos anéis o pregador ostenta. Currículos beirando uma redação. Quem grita mais? Quem fala mais no Diabo (acreditem ele tem muito mais espaço e ação do que é na realidade)? Quem fala mais línguas estranhas ao microfone? Quem distribui mais bençãos? Quem massageia o ego melhor? Quem imposta melhor a voz?
Num mundo midiático e que preza os valores exteriores nos saímos muito bem. Já do lado de dentro… O pior é que seus dotes foram exibidos num festival de homens santos hindus. Aquelas reuniões em que se ostenta muito e se aproveita pouco!?

E aí? Qual o tamanho das suas unhas? Há quanto tempo você não baixa o braço?

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