Reflexões Daladier Lima

A saída da Igreja é olhar para cima!

Quem salvará a Igreja da maré progressista? Nossa estratégia política partidária? Nossos aliados estratégicos? Ou nossa própria estratégia? Como alcançaremos quem precisa?

A saída da Igreja é olhar para cima!

Quem nos salvará da maré progressista? Nossa estratégia política partidária? Nossos aliados estratégicos? Ou nossa própria estratégia? Como alcançaremos o Sertão? Os índios? Os ribeirinhos? Os carentes? Como levaremos Cristo tão distante quanto possível? Como manteremos nossa ortodoxia, aliando-a à uma ortopraxia condizente com a Palavra de Deus?

O judaísmo tinha uma doutrina consistente, uma liturgia bem definida, uma multidão de seguidores, uma liderança bem formada teologicamente, uma razoável produção intelectual, lhe faltava, porém, piedade. A maioria de seus líderes não diferia muito daquele sacerdote no caminho do homem ferido. E seus membros não estavam distantes daquele levita ocupado com seus afazeres, a ponto de esquecer o PRÓXIMO! A parte inerente e inseparável do corpo! É, portanto, de prática cristã a urgência de nossos dias!

Não, não precisamos de influência política, mas de orar mais. Percebeu que essas grandes ondas progressistas se levantaram quando a qualidade de nossa oração decaiu? Não precisamos de maiores e melhores templos, mas de verdadeira adoração, de liderança comprometida com o serviço! Menos opulência e mais quebrantamento. Não precisamos de melhores carros de som, para propagar o Evangelho aos rincões. Em Belém do Pará e em Jerusalém, os rincões vinham à Igreja, que o digam o eunuco de Candace e os seringueiros de Belém!

Paulo não tinha telefone, TV, rádio, E-mail, jornal, computador, celular, impressora, CorelDraw, internet, papel, avião, automóvel, redes sociais, Correios, bicicleta, revista, microfone, livros como os conhecemos, sistema de som, outdoor, gráfica… Nenhuma das facilidades modernas. Mas ele tinha uma ferramenta que entre nós está enferrujada: a confiança em Cristo. Isso não nos alija da prática cotidiana, da conscientização necessária pra viver num mundo em constante transformação. Nos livra da opulência, de pensar que foram nossas forças.

A Igreja aprendeu a pensar por seus métodos, a autossuficiência está destruindo nossas fortalezas. Nossos líderes valorizam o coaching e a estratégia, quando não a sagacidade. Precisamos chorar na presença do Rei. É de sua mão que virá a vitória que a Igreja precisa. Isso não é alienação é dependência de Deus. Diariamente, Ele está a afundar navios nos estaleiros mais qualificados. E por que? Porque não é sua vontade!

Voltemos para Ele, ainda há uma saída! E ela é para cima!

Sobre o autor | Website

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

2 Comentários

  1. Angeline Brandão disse:

    É triste, tudo isso que vem acontecendo! Belo texto Pastor!

  2. Elizeu Araújo de Barros disse:

    Por diversas vezes, ao nos apegar tanto aos nossos próprios métodos, esquecemos o básico: oração e quebrantamento.
    Mensagem profética!