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Alêtheia: A palavra para verdade

Alêtheia é o nome da operação em curso para dirimir as dúvidas sobre as falcatruas petistas. O resto é história. Só saberemos os desdobramentos daqui a uns tantos dias. Mas por hoje já é suficiente para um Brasil atordoado por tanta corrupção. O blog traz uma rápida análise do termo utilizado para nomear a operação. Eles foram criativos. Verdade é tudo o que precisamos. Mas será que podemos suportar a verdade? Vamos por partes…

Primeiro, a pronúncia da palavra em grego:

Em Homero, alêtheia é empregada para mentiras contadas, mas também para informações retidas. Quantas vezes não omitimos algo de alguém, julgando ser para seu próprio bem? Josefo utiliza a palavra para o cumprimento de profecias ou para o que é genuíno. Parmênides, Platão, Aristóteles se ocuparam em conceituar a verdade.

Mas é na Bíblia que o termo toma seu elemento mais fundamental. Deus não muda, nem varia (Malaquias 3:6; Tiago 1:17) é uma assertiva que permeia o texto sagrado. Não apenas isso, Deus ama a verdade, é sincero e não encobre o mal, não importa a quem. Não confia nos homens ao fazer seu diagnóstico, nos sonda e nos conhece melhor que nós mesmos. O Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento dedica nada menos que 30 páginas na definição do termo.

Alguém já disse que a igreja não suporta a verdade. Ela nos faria desmaiar ou corar de vergonha. Esta é a razão porque pregadores da prosperidade e falsas mensagens e profecias proliferam tão rapidamente entre nós. Amamos e gostamos de dissimulação e mentiras. Quem não conhece um líder que gosta de bajulação? No Brasil ainda temos o jeitinho, tão conhecido mundo afora. Por vezes, esse comportamento se replica na Igreja e infecta nosso relacionamento com Deus e com os irmãos.

Por fim, gostaria de chamar sua atenção para um debate interessante sobre a verdade e a mentira, em última análise os atores deste cenário. A palavra para verdade em hebraico é, emet:

Emet

Verdade em hebraico

Já mentira é sheqer:

Mentira

Mentira em hebraico

Os rabinos dizem que assim como a mentira parece uma verdade, as duas palavras possuem os mesmos sinais massoréticos (o álef leva um shva composto de sêgol, por ser uma gutural) e a mesma quantidade de letras. Porém, as três letras para mentira possuem apenas uma perna, ao contrário da verdade. Então, como ninguém consegue se manter de pé, apoiado em somente uma perna por muito tempo, a mentira acaba revelando seu disfarce.

Foi o que aconteceu a Lula. E pode acontecer a qualquer um de nós!

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