Certos ministérios teriam obreiros como Pedro e Tomé? – Subsídio para 9ª Lição da EBD – 31/05/2015

O pastor consagra um obreiro. Pede direção, conversa, esclarece dos desafios. Dias depois da escolha o consagrado falha fragorosamente. Os irmãos começam a cochichar entre si: “Olha aí, antigamente não era assim…”, “No tempo do Pr. Fulano havia mais critério…”,”Não orou, agora quebre a cara!” e vai por aí. O coitado do pastor fica se explicando e procurando uma explicação!

Mas, convenhamos, o que diríamos de um obreiro escolhido a dedo que negasse conhecer o seu Mestre? O que diríamos de outro que disse só crer em sua ressurreição se o visse? E ainda de outros dois que fugiram rapidamente da cidade em busca de suas origens, deixando para trás toda dor e sofrimento? Sim, estamos falando da equipe de Jesus. Se fosse um pastor a escolher tanta gente controversa, certamente passariam a desconfiar de sua capacidade.

As limitações dos discípulos eram evidentes, antes mesmo de Jesus ser crucificado. O que dizer de alguém que envia a própria mãe para barganhar um cargo (Mateus 20:21)? Ou de outro obreiro que não conseguiu expelir um demônio (Marcos (9:17ss)? Detalhe: Pelo relato os doze tentaram e não conseguiram! A dúvida era algo rotineiro entre eles.

Conheço igrejas que discriminam outras porque consagram obreiros mais jovens. A Assembleia de Deus foi fundada por dois jovens, Daniel Berg, 26 e Gunnar Vingren, 32, ambos solteiros[1]! Já ouvi comentários do tipo: Um auxiliar aqui, equivale a um presbítero ali. Não nego que hajam consagrações em quantidade desproporcional em alguns lugares. Também me insurjo contra o problema. Mas a Obra do Senhor é vasta e precisa de quem a faça. É inegável a necessidade de critério para as consagrações, mas mal muito maior é a concentração no perímetro urbano!

Inclusive, não lembro de ter lido em algum lugar que Berg e Vingren tenham sido consagrados ao pastorado. Por favor, me informe se souberem. Nem que tenham subido a escadinha: diácono, presbítero, evangelista e pastor, imposta a muitos sem pedigree. Por vezes, o exagero no critério é apenas pedantismo ministerial. A arte de massacrar só pra exibir como virtude.

Suponho que nem Paulo seria consagrado em certas igrejas!

[1] http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/331/gunnar-vingren-e-daniel-berg-os-pioneiros-das-assembleias-de-deus

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