CGADB promove simpósio sobre mídia e comunicação. Será que engrena!?

A realização do 1º Simpósio de Comunicação e Mídia da CGADB pode fazer com que a Assembleia de Deus se insira com qualidade na comunicação de massa do mundo atual. Algumas dicas para os interessados no assunto!

Prezados leitores, a CGADB volta ao blog, depois de algum tempo. É que a entidade está promovendo o 1º Simpósio de Comunicação e Mídia, visando fazer com que as igrejas estejam mais envolvidas na comunicação em geral. Ou seja, o simpósio discutirá formas de inserção midiática para as ADs no Brasil. É uma iniciativa louvável. Tardia, muito tardia, mais louvável. Ponto positivo.

Já debatemos inúmeras vezes aqui como há um imenso gap (uma distância entre a realidade e a necessidade) nas iniciativas assembleianas neste quesito. A própria CGADB se ressente de não ter um portal atualizado, com as notícias da denominação no Brasil. Os eventos ocorrem e depois de dias ou meses são informados, quando o são. E quando informados são repercutidos num perfil pessoal, de um de um dos membros do staff*. É uma prática lamentável visto que há um caráter institucional na organização.

Aproveitamos para reiterar algumas dicas para aquelas igrejas que estiverem interessadas. Não esgotam este vasto assunto, mas ajudam:

  1. Invista num portal dinâmico – Infelizmente, muitas igrejas fazem páginas web estáticas. Explico aos leigos: isto significa que para inserir conteúdo o proprietário da página depende de terceiros. Páginas dinâmicas são desenvolvidas com base num CMS – Content Management System, ou Sistema Gerenciador de Conteúdo. Um CMS tem como objetivo facilitar a criação, edição, publicação e distribuição de conteúdos que podem ser alterados por qualquer usuário, retirando o domínio, por vezes, inescrupuloso, de uma ou outra pessoa centralizadora ou mal intencionada;
  2. Contrate uma boa hospedagem – Se seu site ou portal tiver potencial para crescer pode engasgar se a hospedagem não der conta. Fuja dos planos mais baratos, mas a frente você terá que desembolsar mais dinheiro e administrar os gargalos;
  3. Utilize tecnologias disseminadas e consagradas – Complementando o primeiro item, utilizar um WordPress, Joomla (para grandes portais), PHP, para scripts específicos, etc, faz com que haja uma comunidade de milhões de profissionais que podem dar suporte em alguma necessidade, sem falar da quase infinita gama de componentes, que podem agregar valor ao seu site ou portal;
  4. Desenhe as funcionalidades – Chame um especialista. Não tenha medo de gastar mais alguns reais pra ter algo realmente profissional. Compre um bom template, personalize a seu gosto. Defina quais funcionalidade terá a página/site/portal? Vai abranger todas as congregações? O menu vai refletir o organograma do ministério? Especifique uma linha editoral para as publicações;
  5. Defina quem fará o que? – Quem vai redigir? Se puder contrate um editor/jornalista profissional. É possível fazer isso de modo freelance. Ou seja, sem precisar de contratar pessoal. Quem será o fotógrafo? Invista numa boa câmera. Num bom programa de edição profissional. Lembre que a igreja é sal e luz, chega de programa pirata. Um CorelDraw ou PhotoShop só serão comprados a longo prazo novamente e o investimento é mínimo para uma igreja;
  6. Franqueie acesso a pessoas qualificadas – Se a intenção é ter um portal que abranja diversas igrejas de um ministério, monte um treinamento e selecione pessoas em TODAS estas congregações que efetivamente possam alimentar as informações. Uma rede de autores e/ou contribuintes, com políticas de acesso e publicação adequadas, fará com que o portal seja mais acessado pelo interesse da congregação local e pelo aumento do conteúdo. A administração pode moderar comentários e frequência de publicações;
  7. Obsessão pelo conteúdo – Não se poupe de verdadeira obsessão pelo conteúdo. Atualizado, vibrante e diversificado. Textos, estudos, relatórios cujos dados sejam públicos, fotos, imagens, infográficos, áudios, vídeos. O conteúdo rico e qualitativo só traz vantagem para o site ou portal. Legende as fotos de pessoas e locais, nem todos que acessam conhecem quem são. Isso pode aumentar o tempo de acesso do usuário. Pense como ele;
  8. Postagem imediata de conteúdos – Complementando a informação anterior é essencial que as informações sejam publicadas de imediato ou o mais rápido possível. Não faz sentido acumular postagens de uma semana para publicar de uma só vez. O internauta é fugaz e divide a atenção com muitos outros conteúdos. Se não houver algo significativo para atrair sua atenção, não conte com ele;
  9. Não invista em aplicativos num primeiro momento – Muitas igrejas aderiram à onda dos aplicativos, mas há vários problemas a se pensar: 1) Precisam de muito espaço no celular de quem quiser instalá-los, o que faz com que muitos desistam de fazê-lo; 2) Precisam de mais atualização e utilidade que um site comum; 3) Os melhores não são baratos. Não pense num bom aplicativo por menos de R$ 40.000,00, ou é roubada ou é pausterizado (feito para outros ministérios e engessado para você);
  10. Atualização constante – Endereços, informações, trocas de obreiros, mudança de dias de culto. Tudo isso tem de estar atualizado imediatamente. Aliás, tem uma obra recente da própria CPAD (Tornando-se uma Igreja acolhedora de Thom S. Rainer) que aborda alguns dos problemas de muitos sites de igrejas. Sem horário dos cultos, sem datas festivas, sem endereço atualizado, sem indicações de acessibilidade e se tem cultos para crianças, ausência de um mapa ou QrCode para importar num GPS, enfim, dezenas de coisas que poderiam fazer a diferença se um visitante decidisse ir;
  11. Utilização de métricas adequadas – Não podemos nos descuidar da audiência. E audiência não é o que dizem, mas o que, de fato é. Há inúmeros serviços, os melhores são pagos, que se ocupam em produzir relatórios dos acessos, dos links quebrados (que não levam a lugar nenhum e fazem o visitante ir embora), onde o usuário clica, do que faz download e uma série de outros dados importantes;
  12. Impulsionamento pago de conteúdo – Infelizmente, poucas igrejas querem investir no impulsionamento nas redes sociais, MAS o fazem na TV e outras mídias que ninguém vê! Quanto custa um programa de TV, num canal regional, R$ 20.000,00? R$ 30.000,00? Com 10% desse dinheiro é possível alcançar dez vezes mais pessoas nas diversas redes sociais! E se tiver conteúdo, captura de e-mail, mensagens pop-up e outras ferramentas a audiência dobra!
  13. Estimule a produção intelectual – Seu ministério tem um seminário? Estimule os alunos a produzir textos para o portal! Estimule seus líderes, seus membros. Qualquer um que possa produzir com qualidade sobre assuntos de interesse geral. Estudos, artigos, notícias sobre saúde, família, devocionais. Há uma gama imensa de possibilidades. Lance concursos culturais, premie os melhores e publique seus conteúdos.
  14. Evite publicações pessoais de assuntos institucionais – Com alguma frequência líderes publicam postagens de assuntos de suas igrejas em seus perfis pessoais. É uma prática ruim. O correto é publicar no portal da igreja e repercutir nos perfis pessoais.

Finalizo dizendo o seguinte: pouco vai adiantar fazer este simpósio se não houve interesse real da CGADB e das igrejas em todo o Brasil em estarem de fato inseridas no mundo virtual. Já estamos pegando os últimos vagões desse trem, ou despertamos e avançamos ou outros avançam adiante de nós!

Vou ficando por aqui, mas há muito sobre o que falar!

 

 

* Gostaríamos de salientar, mais uma vez, que nada temos contra o prezado que faz as publicações em suas páginas, tudo contra a prática, nada contra pessoas!

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