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Contrastes na adoração da Antiga e Nova Aliança – Subsídio para EBD – 9ª Lição

Leia este diferente subsídio sobre as diferenças entre a adoração na Velha e na Nova Aliança. Conheça ou relembre nove coisas que nos tornam diferentes dos crentes do Velho Testamento! Vem comigo!

Contrastes na adoração da Antiga e Nova Aliança – Subsídio para EBD – 9ª Lição

Prezados 300 leitores, nas últimas semanas temos postado subsídios sobre as lições. Amanhã estudaremos sobre os contrastes da adoração no Velho e no Novo Testamento. De certa forma é um assunto que tem sido abordado e jamais poderemos esgotar todas as possibilidades dos eventos ocorridos por ocasião da morte de Cristo. Nem o escritor aos Hebreus fez isso (esgotar), nem Paulo, profundo conhecedor do sistema sacrificial judaico.

Dessa vez, porém, queremos propor um texto que demonstra as mudanças ocorridas entre a velha e a nova adoração:

1) Todos agora podem participar diretamente da adoração. Embora os gentios nunca tenham sido proibidos de assistir às cerimônias do tabernáculo e do templo, eles não eram parte ativa da adoração. Barclay nos assevera que havia uma inscrição no chão do templo dizendo que se um gentio ou mulher ultrapassasse aquele limite seria responsável por sua própria morte. De fato, excetuada a tribo de Levi, nem mesmo os judeus podiam acessar o Lugar Santo, entregavam seus sacrifícios nas mãos de um sacerdote e participavam de uma adoração paralela que se restringia aos arredores do altar do sacrifício. Tudo estava centrado no sacerdote dali por diante.

Com a morte de Cristo este sistema distanciado foi abolido e agora o sacerdote somos nós, que podemos entrar na presença do próprio Deus. Note: não apenas podemos entrar naquele lugar antes proibido aos demais judeus, aos demais sacerdotes e aos gentios, como temos a segurança de que seremos aceitos perante Deus através de Cristo!

2) As mulheres puderam ser parte ativa na adoração. No templo havia o átrio das mulheres a partir de onde elas apenas observavam ao longe como já dissemos. Sua oferta era sempre bem vinda (Lucas 21:2). Mas ensinar a Lei a uma mulher era perda de tempo, segundo um adágio corrente entre os rabinos. Ao contrário, Jesus fez questão de lhes ensinar as profundezas e simplicidades do reino de Deus. Não só isso como as tornou parte ativa de seu ministério (João 4:28,42). Não há qualquer restrição no Novo Testamento a que cantem, aprendam a Palavra e sejam usadas nos dons espirituais!

Outro problema é que as mulheres não adoravam junto aos homens. Esta barreira foi derrubada no Cenáculo (Atos 2). Naquele dia cerca de 120 pessoas estavam reunidas quando veio do Céu um vento veemente e impetuoso e encheu toda a casa. E falavam em línguas igualmente, louvando e bendizendo a Deus uns juntos aos outros. Sem distinção alguma! Estudiosos afirmam que foi o fato de mulheres e homens estarem juntos em tão grande alarido que provocou a suposição de que se tratava de uma bebedeira (Atos 2:13).

3) Todos podem louvar. Os leitores estão bem lembrados que à tribo de Levi foi dado o encargo do louvor no tabernáculo e no Templo. Tanto compunham, como cantavam (I Crônicas 15:16). Ao judeu comum restava louvar em casa (II Samuel 23:1), nos casamentos e outros eventos da vida cotidiana. Pouco a pouco em todos os cultos haviam louvores espontâneos e ungidos pelo Espírito Santo. Crianças, jovens, mulheres, homens, judeus, estrangeiros convertidos, absolutamente todos podiam adorar louvando a Deus.

4) Participação dos leigos na liturgia. Nunca houve uma proibição para os novos convertidos poderem falar à Igreja a partir da Nova Aliança. Ao contrário da Velha Aliança, na qual haveria prioridade para os sacerdotes, portanto, gente encaliçada na religiosidade, todos podiam falar à Igreja agora. Salvo cultos específicos, como doutrina e ensino, essa abertura perdura até hoje. É assim que muitos novos convertidos são professores de Escola Dominical!

5) Abolição de altares e lugares sagrados num templo. Vimos nos capítulos anteriores e este conceito foi reforçado neste capítulo, as três divisões do tabernáculo, que representavam três estágios espirituais. O átrio, o lugar santo e o Santíssimo. Com a morte de Cristo o véu se rasgou e os sacrifícios foram abolidos. Já não resta a necessidade de quaisquer elementos cúlticos da Velha Aliança. Altares foram abolidos, assim o púlpito que hoje temos não é altar!

Inexiste qualquer referência no Novo Testamento à sacralização do púlpito ou qualquer outra parte da Igreja. Aliás, é bom lembrar que sequer haviam templos nos primeiros dias da Igreja Primitiva. Os cultos eram feitos nas casas dos irmãos (Romanos 16:5, I Coríntios 16:19, Colossenses 4:15, Filemon 1:2, II João 1:10). Do púlpito sai a direção do culto e a ministração de louvores e explanação da Palavra de Deus. É um lugar proeminente e centraliza a atenção no culto. Nada mais.

Como não existe mais nenhum resquício do Velho Pacto é pura invencionice replicar candelabros, mesas de proposições, altares, véus, incensários ou a arca da aliança, especialmente, se isso visar a sacralização de um evento, igreja ou local do templo.

6) O lugar foi deslocado de Jerusalém. A cidade tem sua importância histórica e escatológica, mas o próprio Jesus fez questão de frisar que a verdadeira adoração se dá em espírito e em verdade (João 4:24). Nos tempos da Velha Aliança ninguém poderia replicar o tabernáculo em outra cidade de Israel ou do mundo. Hoje podemos adorar em qualquer lugar e temos templos por toda parte. Tão logo o adorador se prostre com um coração contrito Deus estará atento à sua adoração.

7) Não precisamos mais de mediadores. Há hoje um só Mediador: Jesus Cristo (I Timóteo 2:5). Pastores e demais líderes foram dados à Igreja (Efésios 4:11) para cuidar de seus membros, doutriná-los e corrigi-los. O que disso passar não vem de Deus, é pura carnalidade e jactância!

Nos últimos dias temos ouvido com alguma frequência a expressão: cobertura espiritual, que se referiria à subordinação de um líder a outro. Assim, pastores de determinada Igreja estariam sob a cobertura espiritual de uma autoridade superior na Igreja. Puro resquício do Catolicismo Romano. Nada há na Bíblia que corrobore esta afirmação. No máximo temos a geração de filhos na fé, que seriam lideranças mentoreadas por outras (I Timóteo 1;2).

8) Não temos mais sacerdotes, nem sumo sacerdotes. Enfatizamos esta excrescência cultivada em muitos círculos e oriunda da Igreja Católica, que atribui a seus líderes o poder de mediar o pecado das pessoas. Não tem fundamento bíblico. Cada um de nós intercede a Cristo, único mediador, conforme falado anteriormente, e obtém o perdão dos pecados (I João 2:1). O sacerdote, na Velha Aliança, mediava através dos sacrifícios, mas estes foram abolidos para sempre (Hebreus 8:2).

9) Nosso coração é agora um santuário de Deus, onde Ele habita (João 14:23). A mudança principal, como destaca a lição, não ocorreu nas externalidades, mas no coração do salvo. É ali onde Deus habita em santidade. Isto não é um incentivo aos crentes desigrejados, a igreja precisa da comunhão, do ajuntamento dos santos, até para que uns ministrem aos outros (Colossenses 3:16).

Boa aula!

PS: Agora nós até podemos sentar! Sim, esse simples gesto tão utilizado entre nós era impossível no tabernáculo e no templo. Tanto os sacerdotes, como os demais adoradores, ficavam em pé. Ressalte-se que alguns rituais duravam horas. Às vezes um dia todo!

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2 Comentários

  1. Felipe Andre Ferreira da Silva disse:

    Ótimo subsidio nobre pastor! Que Deus continue te abençoando.

  2. Wellington Dias disse:

    A paz do SENHOR Pastor,seus subsídios estão sendo de grande contribuição e importância para a obra do Senhor,que Deus continue te abençoando.