E Deus os criou homem e mulher – Subsídio para a 3ª lição – 18/10/2015

A lição do próximo domingo enseja detalhar a criação do ser humano. Parece uma desnecessidade a princípio, mas os tempos nos quais vivemos tornam este debate indispensável.

Gostaria de iniciar relembrando uma das descrições da glória da criação humana, mas não em Gênesis, vamos ao Salmo 8:

Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?
Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste.
Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés:
Todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo,
As aves dos céus, e os peixes do mar, e tudo o que passa pelas veredas dos mares (Salmos 8:4-8)

Este conjunto de versículos expressa a posição de honra do homem diante os demais seres criados. E a um escritor competente proveria assunto para um livro. Então, compreendemos que o domínio da criação está sobre os ombros de Adão, daí que sua queda tenha afetado a todos os seres. Paulo percebeu a extensão do problema ao afirmar que toda a criação geme, sujeita a quem, originalmente, não foi criado para isto (Romanos 8:22). Ou seja, Adão deu o domínio da criação para o Diabo, ao cair. Para fechar em grande estilo o domínio do homem, a Bíblia afirma que foi Adão quem nomeou todos os animais do campo e aves dos céus (Gênesis 2:19)

A criação do homem

O homem foi criado do pó da terra. Não do barro como querem alguns intérpretes ceramistas. O termo hebraico é:

Adamah

adamah

e diz respeito à poeira que se ergue e se detém. Outrossim, não imaginemos que Deus tenha que ter feito um boneco, traçando barro, etc, como o mestre Vitalino entre outros. O trabalho de Deus não depende de tais artifícios. Embora tenha soprado em suas narinas, tal homem inerte só precisa de sua Palavra para ser formado, como, aliás, criou tudo o que vemos.

O homem desde já foi criado como o conhecemos. Afinal, ele já era a coroa da criação, não foi se aperfeiçoando como querem os evolucionistas. Gostaria, inclusive, de aproveitar para solicitar aos professores que repassassem a seguinte informação: “Charles Darwin não afirmou que o homem veio do macaco, mas que ambos tem um ancestral comum”. O que é totalmente diferente do que, por vezes, ouvimos.

Por outro lado, é dispensável imaginar que tenha se desenvolvido cognitivo e intelectualmente. Neste sentido o homem moderno é um ser altamente evoluído em relação ao dos tempos antigos. Interessante notar que não foi a tecnologia que possibilitou isso, ela é fruto do processo.

A criação da mulher

A primeira mulher foi o resultado de um processo diferente. Deus fez com que o homem dormisse profundamente e com uma de suas costelas a criou. Este método é totalmente desconhecido e isso tem levado a grandes questionamentos. Porém, como é que funciona a clonagem moderna? Não é com células de outro ser vivo. O fato de desconhecermos como se deu o processo de criação da mulher não invalida sua veracidade. Teríamos, aliás, que duvidar da origem de todas as coisas criadas.

Simbolicamente, a mulher foi criada não de uma parte superior, nem de outra inferior, mas da costela, uma posição intermediária. O plano de Deus é que ela não estivesse sobre o homem, nem sob, mas ao lado. A locução no original é ezer kineguidô:

Ezer Kineguidô

ezer kineguidô

ajuda diante dele, esta última palavra vem do verbo nagad, em oposição. A mulher é o esteio do homem. É sua opositora no bom sentido do termo, auxiliando em toda sua vida e balanceando suas decisões.

Guardar o jardim? Como assim?

Em Gênesis 2:15, lemos: “E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar”. Esta manhã um pastor amigo, que não me autorizou declinar o nome, me ligou para tentar compreender o sentido deste último verbo. Guardar de quê? Me perguntava ele e eu não sabia explicar. Do Diabo? De feras, afinal ali era sua casa? Do pecado? Para que a raça humana não caísse em desgraça? De si mesmo para não destruir o ecossistema e comprometer a sustentabilidade do local? São várias as possibilidades.

Onde está o Jardim do Éden? O que tinha nele?

Em primeiro lugar, precisamos definir onde estava tal jardim. A Bíblia fala da confluência de quatro rios: Pisom, Giom, Tigre e Eufrates. Algo em torno do círculo pontilhado em vermelho abaixo… Porém, devemos levar em conta que a geografia do mundo tem mudado desde então, especialmente, com catástrofes naturais. Desertos do Oriente Médio, por exemplo, não existiam. E os continentes estavam unidos num só: a Pangeia, até, pelo menos, Gênesis 10:25.

Mapa do Mundo Antigo

Mapa do Mundo Antigo

Com o Dilúvio que inundou o mundo todo, muita coisa mudou. O jardim foi bloqueado ao acesso humano logo após a Queda (Gênesis 3:24) e retirado para lugar incerto e não sabido.

Para finalizar, relembramos que Deus pôs ali todo tipo de árvore frutífera para a manutenção de Adão e uma delas com uma recomendação especial: dela não comeriam. A árvore do conhecimento do bem e do mal. Pôs também a árvore da vida. Esta última era fonte de longevidade para o homem. A ela não vemos proibição, senão depois para que Adão não vivesse pecando eternamente.

O casamento

E Deus criou o casamento, lançando responsabilidades sobre os cônjuges.

O Senhor não permitiu que o homem, instintiva e levianamente, se ajuntasse à sua mulher. De forma solene, une-os. Note que Adão e Eva não tinham família, mas um dos pressupostos para o sucesso do casamento já estava vigente. Um casal que não consegue resolver seus problemas sozinho está em grave apuro. Não que desdenhem dos conselhos dos pais, familiares e até do pastor. É que a maioria dos problemas eles tem que resolver por si sós. No casamento Deus dá uma oportunidade de construirmos um lar. Somos nós, sem varinha de condão, que vamos procurar fazer o melhor, do contrário não funciona.

Como já foi dito em outra lição, o casamento é a única instituição humana antes da Queda. Por essa e outras razões é tão atacado pelo Diabo. Ele sabe que uma família estruturada é uma fortaleza.

Entendemos ainda no quadro pintado na passagem bíblica que o problema não era somente sexual. Era afetivo. Adão precisava de uma companheira, embora estivesse rodeado de inúmeros animais. Um casamento fundamentado tão somente na relação sexual está fadado ao fracasso!

Por fim, não temos Adão e Ivo, mas Adão e Eva. A homossexualidade não é apenas biblicamente condenável, mas fisiologicamente ilógica e para fins de reprodução impossível. Levaria a humanidade à extinção. Ouçamos Rose Nascimento…

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1 Comentário

  1. Edinaldo disse:

    Excelente artigo pastor! Ainda há muitos crentes que devem entender que paradigmas antigos estão sendo quebrados e é preciso voltar a apreciar as escrituras como dantes e deixar de lado o campo especulativo.