Reflexões Daladier Lima

E se a AD fizesse seu Exame Teológico Nacional?

E se a AD fizesse um exame nacional teológico? Como se sairiam nossos estudantes de seminário? Nossos professores de EBD? Nossos pastores?

E se a AD fizesse seu Exame Teológico Nacional?

Prezados 300 leitores, ontem foram publicados os resultados do Sistema de Avaliação do Ensino Básico (SAEB). O Brasil se saiu muito mal, detalhes adiante. Cá com meus botões pensei: E se nossa querida AD fizesse seu Exame Nacional Teológico? 

As provas do SAEB são aplicadas pelo Ministério da Educação (MEC) para todos os estudantes do 5º ano e 9º ano do ensino fundamental e do 3º do médio da rede pública. Os dados são compilados e colocados à disposição do grande público a cada dois anos. Estes últimos resultados trouxeram um retrato negativo dos problemas brasileiros na educação. Alunos que estão no ensino médio não conseguem desenvolver habilidades básicas em leitura e cálculos. Não à toa estamos na rabeira do mundo desenvolvido.

Conseguimos a proeza de ver 15 Estados caírem no ranking do ano anterior: 2015! Fosse outro país, descobrir que alunos do ensino médio não têm nível para sair do fundamental deveria ter provocado protestos em massa! Os ministros da Educação dos últimos mandatos e os secretários estaduais deveriam estar presos, por comprometerem o futuro de nossa Nação! Evidente que isso não irá acontecer… sequer serão chamados a dar explicações!

O dado mais preocupante é ver como o ensino, mesmo universalizado, não consegue ser unificado entre os Estados, perpetuando a pobreza e as desigualdades regionais. Aquilo que se sabe pelo senso comum, ao analisar a qualidade de uma escola de periferia x escolas de áreas mais centrais de nossas cidades foi confirmado pelo levantamento. E o que era pior, para ser redundante, ficou pior ainda!

E se a Assembleia de Deus fizesse uma avaliação teológica nacional?

Voltando ao título do post: e se nós, assembleianos, decidíssemos fazer uma avaliação como o SAEB ou ENEM nos alunos de nossos cursos teológicos? Em nossas lideranças a partir do professor de EBD subindo até o pastor? Que resultados teríamos? Longe de ser apenas uma disputa pelos melhores postos, poderíamos nortear ações niveladoras ou elas não são necessárias?

Claro que teríamos uma barreira imensa a ser vencida. É que somos avessos a qualquer tipo de avaliação. Mas isso só adia a solução de nossos problemas. Temos pastores e professores de EBD que nunca leram a Bíblia toda. Muitos perpetuam ideias ultrapassadas sobre o livro básico de nossa fé, ouvidas em eventos de gosto duvidável. Boa parte não tem biblioteca, não lê livros teológicos de qualidade, não consegue conceituar uma simples doutrina, não consegue diferenciar doutrina de costume e por aí vai.

A Assembleia de Deus passou décadas demonizando o ensino teológico a ponto de precisarmos importar teologia! Boa parte dos livros da CPAD são de autores estrangeiros. Pastores e líderes tem verdadeira alergia à produção intelectual e muitos de nós NUNCA pensou em lançar um livro!

Não, não se enganem, teríamos algo parecido. Quem esteve em sala de aula de algum seminário sabe disso. Somos, infelizmente, parte do problema e não da solução.

PS 1: A AD bem que poderia a partir da Escola Bíblica Dominical trabalhar em cima de materiais (especialmente, História e Português) que ajudassem a minorar o problema da educação brasileira. Já existem pesquisas sobre a influência da Bíblia na leitura. Era aproveitar a oportunidade e “matar” dois coelhos com uma cajadada só. Mas quem se habilita?

PS 2: Como parte de um trabalho universitário fomos a uma comunidade na área central da cidade de Abreu e Lima/PE, Região Metropolitana do Recife. Fiquei responsável por interagir num Centro Comunitário com cerca de 15 crianças de 9 a 13 anos em média. Levei algumas revistas Seleções e, para quebrar o gelo, pedi que abrissem na página de piadas, comum a esta revista pra quem a conhece, e as lessem para nós. Nenhum conseguiu localizar tais páginas pelo índice. Tive que localizar para todos, um a um. Depois pedi que lessem. Eles mal soletravam as palavras e a piada perdia a graça completamente, tipo: U bê-baaa-do dô-brô a essss-qui-na… Desisti e fizemos uma outra atividade que exigisse menos raciocínio.

Leia mais sobre o SAEB aqui e aqui

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2 Comentários

  1. Roberto Rocha disse:

    Esse é o legado das esquerdas,onde nas salas de aula se aprendem sobre ideologia de gêneros e a dançar funk! Se preocupa não,Bolsonaro vem aí,para militarizar todas as escolas e aí os alunos aprenderão,sobre matemática,português e ciências! E com certeza essa militarização tb irá atingir nossas faculdades,expulsando assim, esses esquerdistas do inferno,da mesma! Por falar nisto, o pastor Ailton Alves,ainda continua apoiando o comunista Paulo Câmara?

  2. Eliezer disse:

    A imersão acadêmica desde o primeiro dia de aula, baseada em conceitos do Paulo Freire, ainda que de forma bem indireta e superficial, tem muito a ver com esta decadência cultural brasileira. Sem nem precisar gastar tempo para mencionar a correlação moral, profissional e financeira ligada(s) a esta imersão marxista e tendenciosa que com certeza faz adoecer a nação, e por conseguinte, a maioria dos cristãos brasileiros, independente do cargo eclesiástico…