É ético distorcer a Bíblia para justificar a política na Igreja?

Distorcer a Bíblia para justificar a política secular na Igreja é ético? Se sustenta essa história de que Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor? Vem comigo!

Estaremos nos próximos dias abordando o Governo Divino em Mãos Humanas e é uma excelente oportunidade de abordar uma distorção muito grave que algumas pessoas fazem da Bíblia. Muitas dessas pessoas são líderes inescrupulosos tentando chancelar essa ou aquela indicação para a política secular.

O nó da questão consiste em usar tempos em que houve a monarquia teocrática para justificar a eleição de um evangélico para determinado cargo em nossos dias. Quem nunca ouviu o versículo: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor (Salmos 33:12a)” num comício disfarçado de culto?

Pois bem, há dois problemas nesta distorção. Primeiro, é um anacronismo utilizar os tempos da monarquia teocrática hebreia para fazer campanha a favor de determinado nome evangélico. E o que é anacronismo?

anacronismo é uma incoerência cronológica em alguma disposição, especialmente uma justaposição de pessoas, eventos, objetos, ou costumes a partir de diferentes períodos de tempo. Muitas vezes o item extraviado no tempo é um objeto, mas pode ser uma expressão verbal, uma tecnologia, uma ideia filosófica, um estilo musical, um material, um costume, ou qualquer outra coisa associada a um período específico no tempo, de modo que é incorreto para colocá-lo fora do seu domínio temporal adequado.

Já não temos reis, temos governantes eleitos democraticamente. Essa manipulação grosseira distorcendo a Palavra de Deus é, no mínimo, reprovável, quando não pecado, dada a irresponsabilidade com a Bíblia.

O caldo entorna, quando se omite a segunda parte do versículo: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo ao qual escolheu para sua herança (Salmos 33:12)”. Ora, nem o moderno Israel tem mais teocracia, quanto mais a Igreja do Senhor, num país democrático como o Brasil.

Esse messianismo tem sido extremamente prejudicial ao Brasil e os eleitos, salvo raras exceções, não tem honrado o tal destino manifesto evangélico.

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