Reflexões Daladier Lima

A exegese refuta o cessacionismo!

Leio no Blog Ligado na Videira:

Para o nosso vocábulo “novo” o grego nos apresenta dois vocábulos com nuances de significação, ou sejam néos e kainós. Os dicionários nos apresentam a seguinte distinção entre as duas palavras:

Néos seria traduzida em português por novo, jovem, recente, jovial, novo no sentido de tempo, recém-formado, etc.

Kainós é o novo na espécie, no caráter, no modelo, renovado, melhorado, de maior excelência, não novo no tempo, mas novo na forma ou qualidade, melhor que o velho, A distinção pode ser notada com mais propriedade com a resposta à seguinte pergunta. Qual seria a diferença entre adquirir um livro novo – néos e outro novo – kainós? A resposta seria: para o ato de adquirir um livro recém impresso, o grego usa néos, e para o fato de adquirir um livro conservado, kainós, O exemplo poderia ser ampliado para um carro néos e o carro kainós, um terno néos e outro kainós.

Para a nossa língua com suas limitações vocabulares, em relação ao grego, isto é quase inexplicável.

A International Standard Bible Encyclopedia, vol. 4, pág, 2.140, falando sobre a diferença entre néos e kainós, explica que kainós, denota novo com respeito à qualidade; e néos com respeito ao tempo, aquele que tem recentemente vindo à existência. A nova tumba kainón nemeon (Mat. 27:60), na qual Jesus foi colocado, não tinha sido feita recentemente, mas uma na qual nenhum morto tinha sido colocado.

E segue com a paulada:

A diferença entre estes dois adjetivos nos é muito útil na problemática questão do dom de línguas.

Nas discutidas declarações de Marcos 16, questionadas pela Crítica Textual, é predito que os crentes falariam novas línguas (glossais lalessousin kainais, 16:17). O emprego do vocábulo kainós e não o sinônimo néos é esclarecedor neste assunto. Conforme já explicado anteriormente, kainós se refere ao novo primariamente em referência à qualidade, ao novo não usado, enquanto néos se refere ao recente.

Roberto Cromacki, em Movimento Moderno de Línguas, pág.72, afirma: “É admitido por todos que o fenômeno de falar línguas não ocorreu no Velho Testamento, nem no período dos evangelhos acontecendo somente pela primeira vez no dia de Pentecostes. Portanto, se o falar línguas tivesse envolvido línguas desconhecidas, nunca antes faladas, então Cristo teria usado néos (novo em referência ao tempo). Mas, visto que ele empregou kainós, tem que se referir a línguas estrangeiras, que eram novas àquele que as falasse, porém, que já existiam antes.”

Estas novas línguas de Marcos 16:17 são as mesmas encontradas em Atos 2:4, com a denominação de outras línguas. O pronome empregado para outras é heterai, isto é, diferentes das que eles estavam acostumados a falar.

A exegese refuta o cessacionismo!

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