O Diabo se alegrou com a morte de Jesus?

Infelizmente, o Diabo é assunto recorrente em muitas pregações. Numa hora ele é o devorador que vai consumir o salário dos que não dizimam. Noutra vai consumir a língua dos que reclamam com ou sem razão dos desmandos da liderança. Noutra fica fazendo telepatia com as orações ou lendo os lábios dos adoradores para tramar suas artimanhas. É quase um Bombril com mil utilidades à disposição da falta de assuntos de não poucos pregadores.

Uma dessas muitas utilidades é a teatralização da morte de Jesus. Por esta interpretação falaciosa, quando Jesus expirou exclamando: “Pai, em tuas mãos entrego meu Espírito!”, houve festa no Céu. É incrível, até sinistro, como muitos ouvintes se alegram com tal proposição, mesmo sendo tão falsa quanto uma nota de três reais. Dão glórias, aleluias e há até quem fale em línguas diante da visão de fogos de artifício, etc. Pasmem! Já ouvi até pregadores dizer que o Diabo foi soltar fogos com seus demônios, como se o fogo do Inferno se alimentasse com pólvora.

Não sei bem onde surgiu essa História. Pela Bíblia entendemos duas coisas muito claras: 1) Jesus podia pecar. Ele não era pecador, sua natureza era divina, mas precisava, por determinação da soberania divina, ser em tudo semelhante aos irmãos (Hb 2:17). Por esse aspecto ele podia pecar, tanto que foi tentado, mas sem pecado (Hb 4:15); 2) O Diabo lutou com todas as forças para derrubar Jesus. Cristo foi singular até mesmo nas tentações.

Suas investidas ora eram dissimuladas, como na tentativa de impedir morrer em Jerusalém (Mt 16:23) ou no sonho da anônima mulher de Pilatos (Mt 27:19), ora abertas, como na tentação do deserto (Mt 4:ss) ou nas palavras dos religiosos ao pé da cruz: “Se és o Filho de Deus…” (Mt 27:40).

Porém, todas essas investidas se deram no intuito único e exclusivo de fazer com que o Filho de Deus renegasse sua missão. Tudo que o Diabo queria é que Jesus não chegasse à cruz. E lá chegando, sendo tentado por um ímpeto de auto preservação, dela descesse! Jesus tinha poder para isso, pois fez prodígios e maravilhas incalculáveis (João 20:30, 31). Mas se ele descesse da cruz, nós estaríamos perdidos.

Uma vez que Jesus entregasse a sua vida (Jo 10:18), não haveria o que comemorar. Aliás, as coisas só complicariam para o Inimigo e seus anjos. Assim, esqueça essa lenda. Nunca houve tal festa, nem houve fogos, nem nada parecido, mas só tristeza e expectativa negativa de despojamento de seus poderes (Cl 2:15), entre outras repercussões.

Não, não houve festa em lugar algum! Nem os religiosos puderam comemorar, pois logo, logo, Jesus ressuscitou! Nem pregue, nem repercuta essa falácia!

Sobre o autor | Website

Insira seu e-mail aqui e receba as atualizações do blog assim que lançadas!

100% livre de spam.

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

Seja o primeiro a comentar!