O incrível caso dos pastores que galgam degraus entrando pela janela!

Leio no Blog do Pr. Carlos Roberto o seguinte (volto em seguida):

Talles Roberto é consagrado a pastor na Igreja Renascer em Cristo

O artista já fora consagrado pastor por seu pai em conjunto com os apóstolos Estevam Hernandes e René Terra Nova
Neste sábado (8) o cantor Thalles Roberto foi ungido como pastor da Igreja Renascer em Cristo juntamente com sua esposa, Dani Campos. A cerimônia aconteceu durante a chamada Santa Ceia de Oficiais, encontro mensal que reúne as pessoas que possuem ministério na igreja.

Thalles foi separado a pastor em fevereiro de 2012 em uma reunião especial na Igreja Sara Nossa Terra de Passos (MG). Mesmo sem ser membro da igreja, Thalles recebeu a unção de seu pai, pastor Job Roberto, juntamente com outros pastores, entre eles o apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo; pastor Dinei da Igreja Presbiteriana Central e o apóstolo Sérgio Paulo da Igreja Internacional da Restauração que representava o apóstolo Renê Terra Nova.
Naquela época disseram que o cantor seguiria como pastor de um “ministério interdenominacional”, ou seja, não estaria ligado a nenhuma igreja, mas exerceria o “pastorado” por onde se apresentasse.

É um caso incrível, mas não impossível nas igrejas evangélicas. Há na história diversos casos em que alguém é consagrado ao pastorado por sua fama. A Renascer já havia consagrado a esposa de Kaká, por exemplo, que à época era uma jovem recém-convertida. Mas a pergunta que não quer calar é: igrejas ortodoxas usam o mesmo artifício?

Infelizmente, a resposta é sim. As razões são várias: 1) Dízimo elevado do candidato ou de seus familiares; 2) Barganha por fatos obscuros de alguma liderança; 3) Representação política; 4) Fama; 5) Imposição de outros pastores e por aí vai, os critérios são os mais heterodoxos possíveis. Sou jovem mas conheci vários casos do tipo. Eu era bem moço quando um determinado pastor decidiu repassar sua congregação para um grande ministério assembleiano, de porteira fechada como se diz por aqui. Templo, membresia, etc. Condições? Que ele fosse reconhecido como pastor. Nunca se viu muita chamada, mas… Não é raro alguém se filiar a um pequeno ministério, ser consagrado rapidamente, e retornar à igreja de origem para ser reconhecido.

As lideranças devem estar sempre atentas a tais tentações. Nada contra oxigênio novo, desde que seja aspirado pelas vias corretas, do contrário só gera intoxicação e problemas. Geralmente, a imposição revela apego pelo poder e as dores de cabeça atravessam os anos.

No caso de Talles, sem querer fazer maiores julgamentos da decisão de outras igrejas, resta nítida a percepção de um arranjo perigoso, uma vez que nem membro ele era da Renascer. Mas não é de todo improvável acontecer por aí afora.

Antigamente havia critério, hoje prevalece, sem generalizar, o QI (Quem Indica) e o QES (Quem Eu Sou). Só não entendo muito (e entendo…) porque tem que ser pastor. Basta uma celebridade se converter e já tem alguém consagrando, nem que seja informalmente.

Leia a notícia completa no Blog do Pr. Carlos Roberto

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2 Comentários

  1. Mario Sérgio disse:

    Antigamente se criticava os institutos bíblicos, pois acreditavam nossos antigos líderes que os tais seriam “fábricas de pastores”. O tempo passou e a “fábrica de pastores” hoje são os Ministérios (grande e pequenos), os quais separam determinados obreiros conforme suas conveniências. Lembro-me da separação de uma conhecidíssima cantora evangélica a pastora. Rica, famosa e bem sucedida, o líder do Ministério do qual ela é membro recebeu uma “revelação” para realizar a tal “consagração”. E os filhos, genros e agregados das famílias pastorais? Creio que é nesse núcleo em que está a verdadeira “fábrica de pastores”. Isso sem querer entrar na área da indicação política…

  2. Alcides disse:

    Infelizmente, ditas consagrações desse tipo, acontecem em praticamente, todas as denominações evangélicas e ministérios, como muitos destes líderes, tem um péssimo hábito de querer pescar no aquário dos outros.