O Lugar Santo

O Lugar Santo - Comentário à Lição 07. Versa sobre o Lugar Santo como local de adoração e serviço ao Senhor.

Nobres leitores, esta semana comentaremos na 7ª lição, que tem por tema: O Lugar Santo! Novamente tivemos uma semana muito corrida e não pudemos comentar a 6ª lição. Como sempre, por comodidade, disponibilizamos o texto da lição em azul e os comentários em preto.

Texto Áureo

“Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o Santuário.” (Hb 9.2)

Notemos que apesar do templo de Salomão ter sido erguido e destruído antes de Paulo e existir um novo templo reconstruído por Herodes, o Grande, ainda que não concluído nos dias do apóstolo, ele remonta ao primeiro espaço de culto dos judeus. De fato, antes desse houve a Tenda da Congregação propriamente dita, onde Moisés recebia as orientações dadas por Deus (Êx 33:7), mas o povo não cultuava ali. Isso só viria a acontecer com o Tabernáculo.

Verdade Prática

Através de sua morte expiatória, Jesus nos garantiu o livre acesso ao Santíssimo Deus.

Aqui se impõe uma questão interessante. O véu foi rasgado (Mt 27:51, Mc 15:38, Lc 23:45), mas no templo onde isso aconteceu não haviam mais dois véus. Desde o templo de Salomão, do átrio para o Lugar Santo, haviam duas portas. Explico melhor…

Havia entre o pátio e o Lugar Santo uma cortina espessa de azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido, decorada com querubins. Apoiavam-na cinco colunas de acácia cobertas de ouro puro e fincadas sobre bases de bronze (Êx 26:36, 37).

Já entre o Lugar Santo e o Santíssimo havia uma outra cortina, um véu também de azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido, bordado com querubins. Apoiavam-na quatro colunas de acácia, revestidas de ouro puro, sobre bases de prata (Êx 26:32). Em Hebreus 9:3 se fala desses dois véus.

Para entender a questão e chegar a uma resposta precisamos relembrar que o Templo não tinha duas cortinas, mas uma. No lugar da primeira haviam duas portas: E eram as duas portas de madeira de cipreste; e as duas folhas de uma porta eram dobradiças, assim como eram também dobradiças as duas folhas entalhadas das outras portas.
E as lavrou de querubins e de palmas, e de flores abertas, e as revestiu de ouro acomodado ao lavor (I Reis 6:34,35).

Evidentemente, não estamos falando mais do templo construído por Salomão. Ele foi saqueado várias vezes ( 2 Cr 36:7,10) e depois queimado por Nabucodonozor (2 Cr 36:18,19), em 586 a.C.. O templo dos dias de Jesus foi reconstruído no tempo de Esdras e Zorobabel (Ed 3:10) e melhorado por Herodes, o Grande, no século I a.C., sempre seguindo a mesa estrutura do templo de Salomão. Alguns estudiosos argumentam que este era, na verdade, o Terceiro Templo, visto que se passaram cerca de 80 anos para ser concluído e não foi uma mera reforma. Ele também foi destruído em 70 d.C., pelo general romano Tito.

Então, o véu que foi rasgado foi o do Santo dos Santos ou Santíssimo! E o que isto significa?

  1. Que Deus saiu daquele lugar pra nunca mais voltar, não há mais qualquer lugar secreto onde Ele habite;
  2. Que a entrada está franqueada através do sangue de Jesus, a toda e qualquer pessoa, sem distinção de qualquer natureza;
  3. Já não precisamos de sacerdotes humanos para nos dar acesso a qualquer lugar onde Deus possa ser adorado. O santuário agora é o nosso coração e, perante Deus, estamos desnudos.

Leitura Diária

DiaReferênciaComplemento
SegundaÊx 25.31-40O Castiçal iluminava o ambiente
TerçaJo 1.4-9Jesus ilumina o homem
QuartaJo 8.12A luz que dá vida
QuintaÊx 29.1-9Cerimônias da consagração
SextaÊx 37.25-28O Altar de Incenso
SábadoHb 5.7; 1 Ts 5.17; Jo 17.1-9Obra de sacrifício e oração

Leitura Bíblica em Classe

Êxodo 25.23,30,31; 26.31-37; 30.1,6-8; 25.23,30,31

23 – Também farás uma mesa de madeira de cetim; o seu comprimento será de dois côvados, e a sua largura, de um côvado, e a sua altura, de um côvado e meio,
30 – E sobre a mesa porás o pão da proposição perante a minha face continuamente.
31 – Também farás um castiçal de ouro puro; de ouro batido se fará este castiçal; o seu pé, as suas canas, as suas copas, as suas maçãs e as suas flores serão do mesmo.
26.31-37
31 – Depois, farás um véu de pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido; com querubins de obra prima se fará.
32 – E o porás sobre quatro colunas de madeira de cetim cobertas de ouro, sobre quatro bases de prata; seus colchetes serão de ouro.
33 – Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e meterás a arca do Testemunho ali dentro do véu; e este véu vos fará separação entre o santuário e o lugar santíssimo.
34 – E porás a coberta do propiciatório sobre a arca do Testemunho no lugar santíssimo,
35 – e a mesa porás fora do véu, e o castiçal, defronte da mesa, ao lado do tabernáculo, para o sul; e a mesa porás à banda do norte.
36 – Farás também para a porta da tenda uma coberta de pano azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino torcido, de obra de bordador,
37 – e farás para esta coberta cinco colunas de madeira de cetim, e as cobrirás de ouro; seus colchetes serão de ouro, e far-lhe-ás de fundição cinco bases de cobre.
30.1,6,7,8
1 – E farás um altar para queimar o incenso; de madeira de cetim o farás.
6 – E o porás diante do véu que está diante da arca do Testemunho, diante do propiciatório que está sobre o Testemunho, onde me ajuntarei contigo.
7 – E Arão sobre ele queimará o incenso das especiarias; cada manhã, quando põe em ordem as lâmpadas, o queimará.
8 – E, acendendo Arão as lâmpadas à tarde, o queimará; este será incenso contínuo perante o SENHOR pelas vossas gerações

Objetivo Geral

Conscientizar que devemos prestar um verdadeiro serviço e adoração a Deus.

E isso deve ser feito não obstante a posição que ocupamos na Igreja. Outrora, uma verdadeira carga de responsabilidades era despejada sobre os sacerdotes que oficiavam perante Deus em favor da congregação. Agora, somos os sacerdotes de nós mesmos. No máximo, o que pode ocorrer é o pastor guiar seu rebanho conforme preconiza a Palavra de Deus, direcionando o público para adorar ao Senhor. Mas já não pode oferecer sacrifícios p or outrem!

Objetivos Específicos

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I – Conceituar o Lugar Santo;
II – Elencar as três peças que compunham o interior do Lugar Santo;
III – Explicar o véu que demarca o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo.

Introdução

Local de serviço e de comunhão com Deus, as peças do Tabernáculo denotavam a sacralidade do lugar; os dois véus realçavam a santidade que o local requeria. O Lugar Santo tem muito a nos dizer. Por isso, estudaremos a sua simbologia, pois esta tem muito a ensinar-nos nestes dias difíceis e trabalhosos. Há consolação neste estudo.

Estas divisões dão a ideia de progressão. Ao redor do Átrio ficava qualquer pessoa, até mesmo estrangeiros. No pátio só entravam os adoradores. Aqueles que se achavam em falta perante Deus ou que queria lhe render ações de graças por uma razão específica. Mas não entravam no Lugar Santo. Aí somente os filhos de Arão e seus descendentes, dentre os levitas, tinham o direito de adentrar e nem todos, porque haviam escalas, já que eram muitos. Por fim, no Santo dos Santos, entrava o sumo sacerdote daquele ano, duas vezes. Uma por ele e outra pelo povo. Esta festividade ocorria no Yom Kippurim (Lv 23:27,28) e era anual.

Então, temos um misto de pessoas judeus ou não. Depois, adoradores e penitentes. A seguir, os filhos de Arão. Por fim, o sumo sacerdote. Era um culto verticalizado.

I – Lugar Santo: Um local de serviço e comunhão com Deus

1. Que lugar é esse? O texto de Êxodo 26.33 mostra a distinção dos dois compartimentos do Tabernáculo. O primeiro é chamado de “Santuário” ou Lugar Santo, e o segundo “Santo dos Santos” ou Lugar Santíssimo. O primeiro aparece como local de serviço, no qual somente os sacerdotes podiam entrar para oficiar diante de Deus (Hb 9.6). Os israelitas limitavam-se a trazer suas ofertas ao altar dos holocaustos. O povo tinha acesso ao Pátio (Átrio), mas não ao Lugar Santo.

Itens do Lugar Santo

Itens do Lugar Santo

2. Um lugar de serviço e adoração. No Tabernáculo, havia uma porta e dois véus. Esses três elementos impediam a entrada de pecadores na presença de Deus. O caminho para Deus começava com o derramamento do sangue inocente dos animais, a fim de restaurar a vida do pecador. Era um lugar de serviço, porque ali eram ministrados sacrifícios ao Senhor. Mas também era um local de adoração e profunda reverência.

Nos dias atuais, devemos ter o mesmo espírito quando exercemos um ministério na igreja local ou apresentamos o nosso culto ao Pai Celestial (Rm 12.1,2). Quando nos reunimos, ministramos uns aos outros, mas, sobretudo, todos estão reunidos para adorar ao Criador.

Cremos que todo o tabernáculo respirava adoração e reverência e não apenas o Lugar Santo. Evidentemente, pela posição na hierarquia da liturgia quanto mais adentrávamos aquele lugar, mais o nível de exigência crescia.

Essa ideia de que determinados lugares são mais santos que outros originou a dedução de que o púlpito em nossas igrejas são mais santos que os demais locais do templo. Isso não é verdade. Outra observação essencial é que sendo todos sacerdotes hoje em dia, exige-se de todos o mesmo nível de santidade, reverência e adoração. TODOS!

3. O propósito do Lugar Santo. Tinha-se como principal função ser o local onde os sacerdotes ministravam sacrifícios pelas diversas espécies de pecados cometidos pelo povo israelita. A cada violação individual, familiar ou nacional, o sacerdote entrava no Lugar Santo e apresentava a Deus um sacrifício. Ali, estava explícita a santidade de Deus, pois esse lugar era o local adequado para restaurar a vida do pecador diante de Deus. Entretanto, a apresentação dos sacrifícios não era perfeita nem suficiente, como registra a Epístola aos Hebreus (Hb 9.11-14).

Hoje, sabemos que foi Cristo quem apresentou um sacrifício perfeito e suficiente no “Lugar Santo”, por meio de seu próprio sangue, garantindo-nos, em seu nome, a remissão de todos os nossos pecados. Por isso, quem está em Cristo tem o privilégio de entrar na presença de Deus (Ef 2.18,19; Hb 10.19-22).

Cuidado para não generalizar. Cremos que o comentarista quer dizer que o sacerdote adentrava o Lugar Santo, com determinados sacrifícios, MAS os animais eram sacrificados no Altar dos Holocaustos. Ou seja, lendo rapidamente dá a entender que no Lugar Santo se fazia sacrifícios de animais. Isso não é verdade. Aliás, essa possibilidade foi vedada em Êxodo 30:9.

Outro erro que alguém pode cometer é pensar que os sacrifícios pelo pecado eram feitos de ano em ano. Eles eram feitos diariamente, tão logo o Tabernáculo estivesse funcionando e alguém quisesse. Uma vez por ano, como já mencionamos, havia um sacrifício especial por esses pecados. Sugiro que os leitores confiram Levítico 1 a 3.

Porém, se o pecado for cometido pelo sacerdote, um sacrifício era oferecido no altar dos holocaustos e parte do sangue aspergido nas cortinas do Santuário e nas pontas do altar de incenso (Lv 4:6-7). E uma vez por ano se fazia ali expiação com sangue (Êx 30:10).

Subsídio Teológico

“Porque o ministério à Igreja reflete uma figura bíblica que representa a Igreja como um organismo, podemos ver como a dimensão relacional da vida na Igreja é dinâmica, e não estática. Certamente exercemos algum efeito uns sobre os outros. O ministério à Igreja corrige a tendência da sociedade ocidental de enfatizar o indivíduo mais do que a comunidade. O ministério da Igreja inclui equipar um grupo de pessoas que vivem em mútua comunhão, capacitando-as a crescer até formarem uma entidade amorosa, equilibrada e madura. Paulo diz claramente em Efésios 4.11-16 que a equipagem dos santos para o serviço compassivo em nome de Cristo deve acontecer numa comunidade. O crescimento espiritual e o contexto em que ele ocorre de modo mais eficaz não surgem por mera coincidência. O amadurecer do crente não poderá acontecer fora da comunidade da fé. O discipulado não possui nenhum outro contexto que não seja a igreja de Jesus Cristo, porque não se pode seguir fielmente a Jesus à parte de uma participação cada vez mais madura com outros crentes na vida e no ministério de Cristo” (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, pp.601-02).

II – As três peças que compunham o interior do Lugar Santo

1. Os mobiliários do lugar. O Lugar Santo era o espaço de preparação dos sacerdotes para a entrada na segunda divisão do Tabernáculo, o Lugar Santíssimo. No Lugar Santo, havia três peças que compunham um ambiente perfeito de oração, intercessão, adoração e louvor: o castiçal de ouro (candeeiro ou candelabro), a mesa para os pães da proposição e o altar de ouro para os incensos (este ficava no centro do Lugar Santo e de frente para o véu que dava para o Lugar Santíssimo).

2. O castiçal de ouro (Êx 25.31-37). O castiçal era feito de uma só peça de ouro, e sustentado por uma coluna central, de onde saiam três braços de cada lado, formando assim, sete lâmpadas. Essas lâmpadas eram, interiormente, alimentadas por dutos, nos quais havia uma mecha embebida no azeite, fornecendo dessa forma, um combustível que, uma vez aceso, fazia o Castiçal iluminar todo o ambiente. Ou seja, as sete lâmpadas produziam uma só luz.

Nos Evangelhos, o Senhor Jesus é apresentado como “a luz do mundo” (Jo 8.12). Ele, por sua vez, disse aos discípulos: “vós sois a luz do mundo” (Mt 5.16). Da mesma forma que o castiçal de ouro iluminava o ambiente escuro, Jesus é a luz que ilumina o mundo em trevas. A Igreja também tem essa mesma função na Terra até a volta do Senhor (Fp 2.15,16). Ela possui o verdadeiro azeite como a marca da unção do Espírito Santo (Jo 14.26). Assim, somos chamados por Cristo a iluminar o mundo, pregando o Evangelho com poder, autoridade e ousadia (At 1.8).

A numerologia bíblica vem ensinar que seis (a soma de três braços de um lado + três do outro) é o número do homem, dependente, imperfeito. Mas há uma cânula principal, da qual flui o azeite para os demais braços, formando o número sete, que é o número da perfeição. Ao mesmo tempo, estamos apoiados e fundados em Cristo, dele recebemos azeite para renovar nossa luz e brilhar num mundo hostil. Sem ele nada podemos fazer a respeito (Jo 15:5).

Outra simbologia importante é que as haste de cada lado possuem altura idêntica, nos passando a ideia de igualdade perante Deus. Qualquer falta de nivelamento faria com que o azeite transbordasse e se perdesse. As hastes possuíam chumaços em suas pontas que eram cortados pelas espevitadeiras periodicamente. Da mesma forma, precisamos ser aparados para que a chama seja brilhante e visível.

Espevitadeira para cortar pavios

Espevitadeira para cortar pavios

3. A Mesa com os Pães da Proposição (Êx 25.30). A mesa era feita com madeira de acácia e recoberta de ouro. Nela, eram colocados os doze pães da proposição (Lv 24.5-9; Êx 35.13). Os pães eram feitos sem fermento (Lv 24.5). Deviam estes ser comidos pelos sacerdotes, a fim de que os ministrantes estivessem nutridos para exercer o ofício na presença de Deus.

Proposição em hebraico é panim, presença. Ou seja, aqueles pães ficariam diante da presença de Deus. Uns estudiosos defendem que eram trocados a cada manhã, outros que eram trocados a cada sábado (Lv 24:5-9). Haviam 12 deles, um para cada tribo e podiam ser comidos pelo sacerdote ao serem renovados.

Não devemos pensar em tais pães como os nossos. Aqueles não levavam fermento e pareciam mais um beiju nordestino em termos de espessura, só que feito de flor de farinha de trigo. Se levassem muita água ficavam duros, se muito azeite ficavam quebradiços. Os coatitas fabricavam o pão da proposição (I Cr 9:32).

Beiju nordestino - feito de farinha de mandioca

Beiju nordestino – feito de farinha de mandioca

O Senhor Jesus é o “pão da vida”. E todos os obreiros devem alimentar-se de Cristo. Só assim poderão ministrar com graça e autoridade diante da Igreja de Deus. Nesse sentido, todo crente é um sacerdote. Logo, devemos nutrir-nos do “pão da vida” (Jo 6.35,58). Somos o sacerdócio real feito por Deus (1 Pe 2.9)!

Jesus é o pão descido do Céu. O único que sacia também a sede: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede (Jo 6:35). Esta função do Senhor Jesus está ligada diretamente ao fato de que ele é o logos de Deus, ou seja, sua Palavra encarnada, transmitindo vida para todos os que nele creem.

4. O Altar de Incenso (Êx 30.1-10). O altar de incenso era também identificado como “o altar de ouro” ou “altar do cheiro suave”, em virtude do perfume, feito à base de plantas aromáticas, que queimadas sobre ele, exalavam um agradável perfume (Lv 16.12). Esse altar também ficava diante do véu que dava acesso ao “Lugar Santíssimo”.

Estoraque (uma planta), onicha (obtido de um molusco), gálbano (outra planta) e incenso puro eram os ingredientes para o incenso, cuja fórmula jamais deveria ser imitada por qualquer pessoa. O detalhe mais importante é que os ingredientes só produziam seu maravilhoso aroma após batidos, prensados e queimados. E seu efeito era potencializado quando juntos!

A Palavra de Deus correlaciona o incenso como uma figura da oração (Sl 141.2; Lc 1.10; Ap 5.8; 8.3). Nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, intercede por nós. Ele cumpriu sua tarefa de intercessor supremo quando, através de sua morte, fez-se nosso único Mediador entre Deus e o homem (Hb 4.14,15; 1 Tm 2.5).

Subsídio Vida Cristã

“A Oferta do Cristão
Nós nos aproximamos hoje do Senhor não com uma pomba, ou um cordeiro, ou uma cabra, ou um novilho. Nós chegamos com o nosso tudo, oferecendo-o ao Senhor. Não barganhando com Ele para obter a bênção.

Muita raramente sei de pessoas que perderam a bênção de Deus quando se achegaram abertamente e disseram: ‘Eu desejo receber; eu quero dar tudo de mim’. Este é o segredo de todo o afeto entre pessoa e pessoa, entre os sexos. As pessoas nem sempre estão procurando alguém que as ame; estão procurando alguém que elas possam amar.

Quando duas almas estão buscando aquela a quem possam amar, há união, e o mundo constata gradualmente que há verdadeiros casamentos. Há uma união de espírito tão indissolúvel, que nada na terra ou no céu o divide.
Cristo está buscando a alma que receberá o seu amor, e o cristão, o verdadeiro, está buscando Cristo, que receberá o amor dele. Ambos estão praticando a inalterável lei de Deus: ‘Dai, e ser-vos-á dado” (LAKE, John G. Devocional. Série: Clássicos do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.161-62).

III – O véu que demarca o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo

1. O primeiro véu (Êx 26.36). Depois de passar pelo Altar dos Holocaustos e pelo Lavatório no Pátio, havia no Tabernáculo um véu que dava acesso ao Lugar Santo. Esse véu ficava na entrada do “Lugar Santo”. Ele era feito com linho torcido bordado. E só depois de passar pelo Altar dos Holocaustos e pela Bacia do lavatório, o sacerdote poderia entrar no Lugar Santo. Logo, esse primeiro véu tinha o objetivo de demarcar o espaço entre o Pátio o Lugar Santo. Aqui, começava a ficar claro os espaços permeados de sacralidade no Tabernáculo. O primeiro véu deixava patente o propósito sacro do lugar.

2. O segundo véu (Êx 26.32,33). Esse é o véu que ficava entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo (ou Santo dos santos). No Santuário, somente o sumo sacerdote podia entrar, representando todo o povo de Israel. No Lugar Santíssimo encontramos apenas a Arca da Aliança. O segundo véu tinha objetivo de demarcar o espaço entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo. Aqui, a sacralidade inspirava uma consciência de intimidade com o Altíssimo. O segundo véu deixava claro que a partir daquele espaço havia um propósito santo e remidor no lugar sagrado.

Os dois véus são uma imagem para nós. Antigamente, havia uma gradação e divisão do propósito sacro no Tabernáculo. Mas em Cristo, o nosso Sumo Sacerdote, por intermédio de seu próprio sangue, o acesso à presença santa de Deus está aberto (Hb 9.6,7). Assim, a Igreja de Cristo tem a liberdade de exercer seu sacerdócio na presença de Deus (1 Jo 1.3,7).

Conclusão

Acheguemo-nos, com ousadia e confiança, diante de Deus. Através do sangue de Jesus, fomos salvos, justificados, adotados como filhos de Deus e santificados. As cortinas que nos separavam do Pai Celeste foram removidas pelo Cordeiro através de sua morte no Calvário. Portanto, não deixe de usufruir desse glorioso privilégio.

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