Presidente não convoca jejum, mas…

Na minha míope opinião que convoca jejum é a Igreja, não o presidente. A menos que estejamos numa teocracia. Mas é sempre bom orar e o momento exige oração. Muita oração, aliás, para vencermos um inimigo invisível e tão letal!

Não me cheira muito bem essa divulgação que fizeram a partir da colocação do presidente ontem em entrevista à Augusto Nunes. “Sou católico e minha esposa evangélica. Peço a todos os brasileiros que façam um dia de jejum pelo bem do Brasil e para que saiamos bem desta crise”, disse na ocasião. Essa simbiose nunca chegou a bom termo ao longo da História.
Ainda que o presidente Bolsonaro não tenha estabelecido dia e horário, fez uma convocação genérica, na minha míope opinião quem convoca jejum e oração é a Igreja! E em muitos lugares, de muitas maneiras, ela vem orando, com ou sem convocação. Participo de uma rede que ora há muito tempo desse jeito e com intensidade. Evidentemente, precisamos orar muito, mas muito mais. E antes que alguém relembre os jejuns de Josafá e outros, não estamos numa teocracia!
Mas já houve ali em Brasília um presidente que fazia rituais estranhos à fé cristã, então há um lado bom no pedido. Percebe-se que há forças malignas operando no centro do poder e o coronavírus evidencia a impotência humana diante das catástrofes da vida. Um ser vivo, invisível a olho nu, pode ceifar a vida de tanta gente!? Então, nada melhor do que orar.
Porém, duvido que o público evangélico queira realmente mudança para o Brasil. Já disse mais uma vez que não adianta querer um presidente evangélico ou simpático aos evangélicos, e ser omisso com a corrupção nas nossas cidades, usar o “jeitinho brasileiro” no dia a dia, etc. Infelizmente, neste quesito, a Igreja tem sido parte do problema e não da solução.
O que dizer, por exemplo, dessa “amizade” de muitos líderes com tantos políticos como se fôssemos amados por eles? Quantos pastores não andavam até ontem pendurados em gabinetes e agendas de políticos? Agora, muitos dos que dizem amar o povo evangélico se juntou à parte da extrema imprensa e estão fazendo chacota do jejum abertamente em suas redes sociais!
Há uma revolução em curso, trazida por essa catástrofe que se abateu sobre o mundo. Vamos ver qual a Igreja que sai dessa situação. A que se arrepende e muda paradigmas ou a que se reacomoda ao status quo. A que se depura dos seus males históricos ou a que volta a fazer tudo como antes, segundo os homens ou desagradando a Deus.
Este é, sobretudo, um período de grandes reflexões. De arrependimento e mudança! Contenham-se nos comentários, e antes de fazê-los, releia o que escrevi.

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