Subsídio para a 12ª Lição – Não cobiçarás – 22/03/2015

Entramos na reta final, mas a lição do trimestre está rendendo um excelente aprendizado, especialmente para os professores que instigam seus alunos à pesquisa. É o caso da lição do próximo domingo que tem como tema Não cobiçarás:

Cobiça

Cobiça

Lê-se, lô tahemôd, sendo que o H em hebraico é pronunciado como o j de hijo, em espanhol. O verbo exato é hamad. Em grego, no NT, é (Lê-se, epithimia, th como The End, em inglês):

Cobiça em grego

Cobiça em grego

De partida, a cobiça tem dois sentidos na Bíblia, tanto pode expressar o anseio, o sonho, os bons projetos, como desejar o que é do próximo. Lembremos que é bom, saudável e salutar ter anseios, porém querer o que é alheio a ponto de urdir tramas e prejudicar alguém é maligno.

O mandamento era abrangente: Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo (Êxodo 20:17). Ou seja, tem dono? Ignore. Há, porém, inúmeras outras conotações que chamam nossa atenção. Infelizmente, o foco do termo cobiça, no seio da Igreja, se atém apenas ao desejo sexual. 

cobiça desejo sexual

Cobiça do velho homem

O problema é que restringindo o foco esquecemos as outras acepções. Hoje, na igreja, se cobiça fama, dinheiro, posição eclesiástica, poder e um sem número de coisas proibidas pelo 10º mandamento. O que dizer, por exemplo, do filho crente que cobiça a herança paterna? Ou do irmão que, por cobiçar o cargo de outrem, começa a lançar dúvida sobre seu trabalho? Claro, claro, não devemos esquecer que a cobiça sexual também é condenável diante de Deus.

Por falar neste assunto, há duas ideias disseminadas entre nós. Primeiro, de que o olhar não arranca pedaços de ninguém. Conversava com um amigo evangélico, numa faculdade, que não conseguia prestar atenção ao que eu dizia. Cada mulher que passava ele a analisava da cabeça aos pés, desviando a atenção. Indaguei se aquele comportamento era adequado. Respondeu: Você come peixe de aquário? Não, respondi. Pois é, aqui eu sou admiro. Outra coisa é que podemos cobiçar e até fantasiar com outra mulher. Isso é extremamente perigoso. O pecado consumado primeiro nasce na mente. Quando deixamos a porta aberta para a ação do pecado, já estamos no caminho da perdição. O homem é, naturalmente, atraído pelo olhar, pois sua biologia comportamental funciona assim, mas não podemos esquecer que nascemos de novo (II Coríntios 5:17). Nesse novo homem a cobiça não deve ter lugar.

Outro aspecto importante da cobiça é que ela não se contém. Deseja-se a casa, a mulher, os servos, os bois, os bens. E quando tudo acaba, muda-se o objeto da cobiça. É o caso de Acabe, que era rico e podia possuir qualquer propriedade, mas aferrou-se à vinha de Nabote, até que o matou (sua esposa, em conluio com ele).

Devemos, porém, fazer uma distinção. Desejar um relógio de mesmo modelo e marca de alguém não é, necessariamente, cobiça, pode ser somente inveja, o que não atenua o pecado. Cobiça é desejar exatamente o que é do outro. Daí à consumação criminosa é um salto. Quantos não desejam o que alguém tem, até roubá-lo? Que Deus nos guarde em seu sangue.

Um aspecto triste da cobiça é que você passa a não mais depender de Deus. É o caso daqueles que jogam nas loterias da vida. Crescem o olho numa vida de nababos que supostamente levarão e esquecem que Deus é o provedor. Sucesso só vem antes de trabalho no dicionário, dizia o físico Albert Einstein. Só com persistência e trabalho duro podemos conseguir o que queremos.

Já tive experiências terríveis com a cobiça. Vi muitos amigos perderem a cabeça e a salvação cobiçando os prazeres deste mundo, tanto quanto outros cobiçando cargos e patentes alheias. É o caso da cobiça ministerial, tanto a ambição por cargos, como o desejo de ter a Igreja sob nossos pés. Paulo teve a consciência limpa da cobiça ao final de seu ministério. Em Atos 20:33, ele afirma: De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem o vestuário. A igreja não é nossa, é do Senhor Jesus!

Aqui a pronúncia dos termos gregos e hebraicos da lição de hoje.

 

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2 Comentários

  1. manoel Conceicao maia júnior disse:

    Muito boa a exposição vou aplicar na escola domingo

  2. Joelson Belmiro da Silva disse:

    Graça e Paz Pr. Daladier!

    Gostaria de parabeniza-lo pelo excelente trabalho que tens prestado ao Reino de Deus, trabalho na EBD e os subsídios que esta sendo postado tem sido de grande valia para nosso entendimento.

    Que Deus permaneça lhe abençoando.