Subsídio para a 3ª Lição da EBD – A Infância de Jesus

Nossa lição deste domingo terá três objetivos:

  1. Mostrar que Jesus cresceu fisicamente;
  2. Conhecer como se deu o crescimento social de Jesus;
  3. Saber como se deu o desenvolvimento cognitivo de Jesus;
  4. Aprender como se deu o desenvolvimento espiritual de Jesus.

De fato, muita gente ainda faz confusão sobre a humanidade de Cristo e até expoentes de alta patente chegam a dizer que ele não era 100% homem. Um eco do docetismo. O docetismo, que antecede o agnosticismo, dizia que o corpo de Jesus não era real. Que seu sofrimento e encarnação eram encenados. Segundo eles, Deus nada podia sofrer. Fiquemos com as Escrituras. Hebreus 2:17 diz que em tudo ele era semelhante aos irmãos.

Jesus cresceu e se desenvolveu física e mentalmente?

Ao contrário do que diz certas lendas da Igreja Católica, Jesus não dava vida a bonecos, nem ressuscitava animais mortos. Jesus não era mágico! Cresceu como uma criança qualquer e passaria incógnito, não fosse sua aparição aos 12 no Templo para confundir os escribas e fariseus (Lucas 2:42ss). Enquanto criança ele se desenvolveu. Olhemos, novamente, para o que diz a Bíblia: Ainda que era Filho, aprendeu a obediência (Hebreus 5:8). Agora compare Lucas 1:80 com 2:40. Numa passagem fala de João Batista:

E o menino crescia, e se robustecia em espírito. E esteve nos desertos até ao dia em que havia de mostrar-se a Israel.(Lucas 1:80)

Nesta outra

E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. (Lucas 2:40)

Ambas as frases são idênticas em grego. Vejamos:

Verbo crescer em grego

Lê-se: dé paidion êucsanen kaí ékrataiuto

Ou seja, tanto o desenvolvimento corporal e cognitivo de João quanto o de Jesus seguiram processos análogos. Como homem ele cumpriu a trajetória reservada a todos nós. Inclusive a morte, pela falência múltipla de orgãos na cruz.

Como homem ele aprendeu a falar um idioma, balbuciando letras. Correu, brincando como qualquer outra criança. Fez a alegria de seus pais. Tudo aquilo que uma criança normal poderia fazer em seu tempo.

Como 100% de sua natureza divina, limitada, porém, por sua natureza humana, Jesus operou prodígios e maravilhas e aos doze (Lucas 2:41ss) confundiu doutores e sábios no Templo. Ele conhecia o assunto não apenas de ouvir, mas sendo a essência da própria Escritura. Como homem, como dissemos a pouco morreu, e como Deus ressuscitou.

Onde esteve dos doze aos trinta?

A lição cometeu uma grave omissão, pois reserva apenas uma oportunidade sobre a infância e já pula para a tentação. Jesus esteve dos 12 aos trinta no mesmo lugar, andando pelas mesmas ruas, convivendo com as mesmas pessoas, tudo que um típico nazareno de sua época faria. A própria Bíblia no episódio de sua revelação como Messias, registra a admiração dos seus patrícios: “E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se admiravam, dizendo: De onde lhe vêm estas coisas? e que sabedoria é esta que lhe foi dada? e como se fazem tais maravilhas por suas mãos? Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele” (Marcos 6:2-3). Temos, portanto, uma pessoa conhecida, cuja família também o era, e que estava absolutamente inserida socialmente em sua época.

A quem se interessar num estudo mais aprofundado sobre tais anos, recomendo Os anos obscuros da mocidade de Jesus Cristo, de autoria de Samuel Fernandes Magalhães Costa, Editora Chamada da Meia Noite. O trabalho desmistifica ilações como a que Jesus tenha estado na Índia, sido iniciado no esoterismo e outros sofismas semelhantes.

Os anos obscuros da mocidade de Jesus Cristo

Os anos obscuros da mocidade de Jesus Cristo

Jesus era 100% homem e 100% Deus!?

Embora não seja uma frase contida na Bíblia, podemos afirmar à luz de diversos estudiosos que tal afirmação é plenamente procedente a respeito de Jesus. Como homem ele cansou (João 4:6), dormiu (Mateus 8:24), comeu, mamou em sua mãe Maria (ao contrário do que se ouve de que Jesus não tenha participado do sangue de Maria em seu ventre), se alimentou umbilicalmente. Incrível não ter quem questione que Jesus NÃO tenha passado de sua fase infantil à adulta instantaneamente. A se confirmar determinadas hipóteses fantasiosas sobre sua vida, ele teria nascido na semana que iniciou seu ministério!

Para não soar redundante, reporto-me às palavras do mestre Geremias do Couto para explicar a controvérsia:

Como prometi, este é a minha segunda postagem  (e a última, pelo menos neste momento) em que trato sobre as duas naturezas de Cristo. Na anterior, fiz uma análise semântica de três expressões geralmente usadas para explicar o conceito, procurando demonstrar que elas têm o mesmo sentido: Cristo 100% Deus e 100% Homem; Cristo verdadeiramente Deus e verdadeiramente Homem, e, por fim, Deus-Homem. São equivalentes. Nesta vou ater-me à Bíblia, usando de meu direito bereiano de cotejar o que alguns dizem com o que as Escrituras revelam. Sei que o texto será mais longo do que de costume, mas peço-lhe paciência para ir até o fim, considerar todos os argumentos e só depois tirar conclusões.

Quero, no entanto, trazer a discussão para o seu leito original. Ninguém pôs em duvida – pelo menos que eu tenha lido – em qualquer parte da blogosfera cristã que as duas naturezas de Cristo, divina e humana, sejam inseparáveis. Para usar um termo frequente no vocabulário de Reinaldo Azevedo, o busílis que gerou o debate, como demonstrado na postagem anterior, foi a afirmação do pastor Ciro Zibordi de que Cristo é “Deus e é Homem. Entretanto, Ele é 100% divino – nunca deixou de ser Deus, ainda que tenha aberto mão, temporariamente (Jo 17.4,5; Mt 28.18), de alguns dos atributos ao se encarnar (Fp 2.6-11; Hb 1.8) – mas não é, biblicamente, 100% humano” (grifo meu). Este foi o ponto, e não que alguém tenha arguido a indivisibilidade das duas naturezas, como insistiu em sua recente postagem no blog. Mas voltarei a tratar disso adiante. Agora, estou focado na última parte de sua afirmação: Cristo é ou não 100% humano do ponto de vista bíblico?


Para começar, Deus criou Adão com todas as propriedades humanas. Nada lhe foi acrescentado em fase posterior. Até a capacidade de procriar já lhe era inerente antes da queda, o que implica afirmar que o sexo foi criado puro por Deus, para, nessa condição, ser desfrutado pelo primeiro casal em seu estado de perfeição, como aparece em Gênesis 1.28 na primeira  parte do versículo: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra”. Ou seja, Deus dotara o primeiro casal com todos os impulsos sexuais necessários para que pudesse cumprir o mandato da procriação de modo que o sexo não foi um evento pós-queda. Há quem pense, também, que o trabalho tenha sido castigo de Deus como consequência do pecado. É outro engano! Em Gênesis 2.15 está claro que o Criador o estabelecera como atividade humana ainda antes da queda: “Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (grifo meu).


Minha intenção, com isso, é mostrar que algumas coisas tidas como fruto do pecado eram parte intrínseca da natureza humana em seu estado original, para deixar bem assentado que a natureza pecaminosa, esta sim, um evento pós-queda, tornou o homem presa da má inclinação (Romanos 8.1-9) capaz de usar as mesmas propriedades que lhe eram inerentes antes do pecado para transgredir os princípios d’Aquele que o criara. É óbvio que também vieram os juízos por causa da desobediência (Gênesis 3.14-24), trazendo morte e sofrimento, mas as propriedades permaneceram inalteradas, estando sujeitas, contudo, aos efeitos da natureza pecaminosa. Esta é a diferença básica entre os pais da raça humana e a sua descendência. Em seu estado de perfeição não estavam sujeitos ao pecado. Após a queda, eles e as gerações seguintes, embora mantendo as mesmas propriedades inerentes aos primeiros pais, tornaram-se reféns da natureza pecaminosa (Romanos 3.9,10,23; Gálatas 3.22). Assim, com a queda ou sem ela, Adão foi tão humano quanto somos nós. E nos somos tão humanos quanto foi Adão. Um último dado: o homem se alimentava antes da queda (Gênesis 1.30)? Também continuou a alimentar-se depois (Gênesis 9.3). Com uma diferença: antes era herbívoro. Depois tornou-se carnívoro.


Aonde quero chegar? Já veremos. Não se pode considerar a humanidade de Cristo sem que se tenha bem definido como foi a humanidade de Adão, porque não temos outro parâmetro. É tanto que essa é a analogia empregada pelo apóstolo Paulo (1 Corintios 15.47). O que difere um do outro é que o primeiro foi criado (“é terreno”), veio literalmente da terra, e o segundo gerado (“é do céu”), isto é, trata-se de Deus encarnado, que, ao se esvaziar de si mesmo, humanizou-se e se fez semelhante aos homens (Mateus 1.18-25; Filipenses 2.5-11). Como escreveu Atanásio em seu Credo, Cristo nasceu no tempo da substância da sua mãe. Em outras palavras, Jesus tinha as mesmas propriedades que tinha Adão. Ele não foi menos nem mais humano, mas humano em plenitude. Isto é, 100% humano. Ao tentar minimizar a sua humanidade, corremos o risco de tornar sem eficácia a obra redentora, que dependeu deste desprendimento de Deus para tornar-se como um de nós e subir, na condição de homem, até o Calvário.


Trago à razão quatro episódios do ministério terreno de Cristo para sustentar a tese. O primeiro reporta-se à tentação de Cristo no deserto. Perceba que o diabo procura inicialmente seduzir Jesus em sua humanidade, no momento em que teve fome (Mateus 4.2-4). Se a tentativa fosse bem-sucedida, o Senhor falharia em sua missão. Teria pecado contra Deus. Como o diabo fracassa, as duas outras são no âmbito da deidade de Cristo com o propósito de fazê-lo desistir da sua humanidade, o que, outra vez, abortaria o plano da obra redentora (Mateus 4.5-11). Mas de novo o Senhor põe o diabo no seu devido lugar e o vence. Teria sido esta cena apenas um engodo? Ou a sua descrição um contorcionismo verbal? Não! Cristo, como homem, foi conduzido ao deserto pelo Espírito Santo (Mateus 4.1) e, como homem, pelo  poder do Espírito Santo, pôde confrontar e derrotar o inimigo. Não creio que Cristo e o diabo estivessem ali brincando de mocinho e bandido.


O segundo episódio ocorreu na casa de Lázaro ante o desespero de Marta e Maria em virtude da morte do irmão. Jesus tinha, por assim dizer, um carinho especial por aquela família. Ele chama Lázaro de amigo (João 11.11) e chora, quando Maria o convida para ir até o sepulcro, onde se encontrava há quatro dias sepultado (João 11.34-36). Que comportamento é esse, senão o de um ser humano com a faculdade de ter sentimentos, emocionar-se (João 11.38)? Ou Jesus teria vivido uma farsa? Até o ato de ali orar ao Pai (João 11.41-42) revela a inteireza de sua humanidade!


O terceiro foi no mar da Galileia. As ondas açoitam o barco com os discípulos, enquanto Jesus dorme (Mateus 8.24). Estaria o Senhor protagonizando um teatro ou sentia-se cansado, como cansado estava, quando, a caminho da mesma região, parou junto à fonte de Jacó, nas cercanias de Samaria (João 4.6)? Ora, insistir que ele não era 100% homem, com as mesmas propriedades inerentes a qualquer outro ser humano, é  tentar partir cabelo a machado – volto a dizer – como afirmava o então diretor do IBAD, pastor João Kolenda Lemos. Só se alimenta, se cansa e dorme quem tem esses atributos humanos. E Jesus os tinha!


O quarto episódio foi no Getsêmani poucos dias antes da crucificação. Ali há uma luta renhida (é essa expressão mesmo!) entre o homem Jesus e a vontade expressa de Deus, onde, em certo momento, ele chega a considerar a hipótese de não tomar o cálice da cruz (Lucas 22.42). Incrível que a Bíblia diz com clareza meridiana que Cristo estava em agonia a ponto de o seu suor transformar-se em “gotas de sangue caindo sobre a terra” (Lucas 22.44). Ou seria Steven Spielberg rodando a cena do seu próximo filme? Ou o emprego de linguagem mitológica para ensinar uma verdade moral? Ora, faça-me o favor! A descrição é literal e refere-se a alguém que sofre, padece e agoniza como homem! Não devemos ir além da Bíblia, mas também erramos quando falamos menos do que ela diz. E o que se encontra descrito nos evangelhos acerca de Jesus é o retrato de alguém que enfrentou todas as nossas vicissitudes e tinha em sua natureza todas as propriedades inerentes à natureza humana, da mesma forma que Adão, sem, contudo, estar contaminado pelo “gene” da pecaminosidade, que se tornou parte do homem – repita-se – apenas após a queda.


No entanto, a pedra de toque da tese de que Cristo “não é, biblicamente, 100% humano”, como empregada pelo pastor Ciro Zibordi, baseia-se em Filipenses 2.5-8. Se me permite, deixe-me transcrever a passagem na versão Almeida Revista e Atualizada: Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”.


Como ponto de partida, o propósito de Paulo, aqui, é destacar o sentimento de humildade de Cristo como exemplo a ser seguido por aqueles que o servem (v. 5). Ele não pretende discutir filigranas, mas demonstrar por A mais B que devemos exercer a humildade com o mesmo desprendimento. Em outras palavras, Cristo, embora fosse Deus com os mesmos atributos da deidade, não apegou-se a esse direito, ou seja, não levou isso em consideração para deixar de cumprir o eterno propósito do Pai em prover a salvação para a raça humana (v. 6). Neste momento, o apóstolo então faz o contraponto: Cristo esvaziou-se. Humilhou-se. Embora continuasse subsistindo em forma de Deus, tomou a “forma de servo”, se fez semelhante aos homens e tornou-se “reconhecido em figura humana” (v. 7), ou, se preferir, como está na Almeida Revista e Corrigida, no v. 8: “achado na forma de homem”. Ou ainda, como na NVI: “encontrado em forma humana”. Ou mesmo como na versão da Sociedade Bíblica Britânica: “sendo reconhecido como homem”. Este é o ponto central da passagem: o voluntário despojamento de Cristo, o Deus Todo-poderoso, para fazer-se humano, como um de nós, e enfrentar, em forma humana, todas as vicissitudes, alegrias e dores de nossa humanidade. Creio que essa exegese, apesar de sua simplicidade, é a correta.


Mas aí vem a discussão semântica entre semelhança e igualdade. É óbvio que Cristo, em sua deidade, é igual ao Pai e com ele, para resumir, compartilha a mesma substância e os mesmos atributos. Embora distintos, um não é inferior ao outro e com o Espírito Santo, também da mesma substância e com os mesmos atributos, formam o Deus Trino. É ponto pacífico entre a cristandade. Ora, quando o apóstolo Paulo, por outro lado, emprega a expressão “em semelhança de homens” (Filipenses 2.7) para definir a encarnação de Cristo, não poderia fazê-lo de outra forma, pois refere-se a alguém de outra natureza – divina – que, sem perdê-la, investe-se de uma nova natureza – humana – a qual nunca fez parte de sua condição permanente. Em linguagem poética, o Deus Eterno vestiu-se de homem.


Os léxicos, por sua vez, admitem o vocábulo aplicado a “pessoas, coisas ou ideias que se parecem, que têm aspectos comuns” (grifo meu). Os especialistas nos originais também concordam neste ponto. Ou seja, não caberia outro termo porque até mesmo entre nós, seres humanos, não existem duas pessoas exatamente iguais! Certo pregador chegou a dizer, em tom espontâneo, que, se houvesse, Deus mataria uma e deixaria a outra. Eu, por exemplo, em estatura, fisionomia e temperamento, não me pareço nenhum pouco com alguns de meus amigos. Até na inteligência são mais privilegiados do que eu. No entanto, como humanos, temos as mesmas propriedades e o nosso organismo possui a mesma estrutura física tal qual Jesus. Nem por isso deixamos de ser semelhantes ou passamos a ser iguais. “Ah, mas Cristo foi o Homem perfeito!” Óbvio! Ninguém que crê na Palavra de Deus como professada pelos cristãos verdadeiros questiona isso! Todos cremos que, apesar de tentado, viveu uma vida sem pecado e foi “obediente até a morte e morte de cruz”. Ou no dizer de Hebreus 5.8: “Embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu”. Ou seja, a plena divindade lado a lado com a plena humanidade. “Ah, mas ele é o monogenes – único, singular – igual não há”. Outra vez trata-se do óbvio para os que creem! Mas esclareça-se: essa singularidade se expressa no fato de Cristo ser o Deus encarnado – o único em toda a história  – e não porque sua humanidade tenha sido em grau mais elevado do que a nossa.


Já chego ao fim. Volto agora à questão das duas naturezas inseparáveis, como mencionei no segundo parágrafo. Afirmar que Cristo é 100% Deus e 100% Homem não pressupõe em nenhum momento a ideia de duas naturezas separadas nem que ele seja mais Deus e menos homem ou mais homem e menos Deus. Elas assim se descrevem não “pela confusão de substância, mas pela unidade da pessoa”, como define o Credo de Atanásio. Para ilustrar, digamos que você seja diretor de uma empresa e, por isso mesmo, tem a obrigação de cumprir certas atribuições. Ma quando chega o momento de desfrutar do merecido descanso, no fim de semana, você não poderá lançar mão das mesmas atribuições para as suas atividades particulares, o que não quer dizer que deixou de ser diretor e as tenha perdido. Nem que, ao sair da empresa na sexta-feira, deixou lá a vestimenta empresarial e vestiu a roupa de pai de família. Enquanto durar o vínculo empregatício, as duas facetas são inseparáveis pela “unidade da pessoa”, para repetir Atanásio. Como homem, Cristo abriu mão temporariamente de atributos divinos, mas não os perdeu porque eram parte intrínseca de sua natureza divina. Como Deus, Cristo revestiu-se de atributos humanos e os empregou porque eram parte intrínseca da natureza humana. É isso.


Com estas considerações, termino dizendo que você não erra nenhum milímetro ao afirmar que Jesus é 100% Deus e 100% Homem. A expressão equivale tanto àquela que diz: Cristo é verdadeiramente Deus e verdadeiramente Homem e à outra empregada pelo pastor Ciro Zibordi: Deus-Homem. O melhor de tudo isso foi que me permitiu estudar um pouco mais o tema e compreender com mais profundidade que “não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hebreus 4.15 – grifo meu).


Não se constranja: Cristo e 100% Deus e 100% Homem.

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