Notícias Reflexões Daladier Lima

O que dá Igreja na política

Vejam no que dá igrejas na política. Essa apropriação é o de menos… Pescado no Blog Notícias Cristãs:

TRE pode cassar deputado por ser pastor de igreja

O Ministério Público Eleitoral abriu uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra o deputado João Luiz (DEM). A acusação é inusitada: abuso de poder religioso ou “transformação de templo em comitê religioso”.

Inusitado porque João Luiz é pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular e foi vereador de Maceió por sete mandatos. É a primeira vez que, por ser pastor da igreja, responde a uma ação que pode lhe custar o primeiro mandato na Assembleia Legislativa. Melhor ainda é que a ação virou motivo de uma guerra dentro da família Holanda: o deputado Dudu Holanda (PSD) escolheu ficar com o pastor contra seu tio, Chico Holanda, que é primeiro suplente de João Luiz e tem interesse no pedido de cassação do diploma.
Chico foi vereador em Maceió e é pai do vereador Chico Filho, ex-presidente da Câmara.A relatora do caso é a desembargadora Elisabeth Carvalho do Nascimento, do Tribunal Regional Eleitoral. Esta semana ela acatou requerimento de Chico Holanda para que fosse habilitado na ação como assistente litisconsorcial- ou seja, tem interesse jurídico no caso.

O caso
João Luiz é acusado em dois crimes: uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder econômico.Explica a ação que ele, na condição de presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular, usou meios de comunicação (onde eram transmitidos os cultos) e a igreja para obter vantagem eleitoral.
“Ressalta que durante cerimônia religiosa o pastor, e então candidato, teria sido alçado a candidato da igreja do Evangelho Quadrangular, tendo, desse modo, o templo se transformado em verdadeiro comitê de campanha”, diz a ação.

O pastor – em campanha, segundo a AIJE- teria convocado pastores e obreiros para a distribuição de material de campanha. “O abuso de poder encontra-se presente na utilização da igreja para a promoção de inúmeros shows às vésperas da eleição, atraindo vários fiéis para os cultos religiosos, onde eram realizados discursos disfarçados de pregação e distribuído vasto material de campanha”, diz a ação.
Relatora do caso, a desembargadora Elisabeth Carvalho pode repetir a mesma posição adotada por ela em 29 de outubro de 2012, quando desempatou votação, no TRE, favorável à cassação do mandato do então deputado estadual João Henrique Caldas, também por abuso de poder religioso e uso indevido dos meios de comunicação.

Na época, houve polêmica no tribunal: JHC foi citado pelo missionário RR Soares, líder espiritual da Igreja Internacional da Graça de Deus, em um evento no interior de Alagoas durante a campanha. Oito eventos foram citados na ação, sendo que JHC aparecia em dois. Os desembargadores entenderam que RR Soares não poderia citar JHC no evento, nem existir a distribuição de panfletos.
Para o TRE, o missionário também não poderia pagar horários em rádios pertencentes a João Caldas, com programas religiosos, em época eleitoral.

No lugar de JHC, assumiu Arnon Amélio, cunhado do então presidente do TRE, desembargador Orlando Manso.O Tribunal Superior Eleitoral devolveu o mandato a JHC, que se tornou o deputado federal mais votado nas eleições do ano passado em Alagoas.

Publicado no Extra Alagoas

Sobre o autor | Website

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

2 Comentários

  1. Desterro disse:

    Pastor eu lhe conheço muito bem e sei a sua opinião sobre politica. Por favor não queira que o povo evangélico seja um analfabeto politico. Isso não tem base bíblica

  2. Daladier Lima disse:

    Prezado anônimo de Desterro, provavelmente você não sabe o que é analfabetismo político. O termo significa alijamento do processo político eleitoral. Não quero isso para o povo, como também não quero que o mesmo seja massa de manobra nas mãos de políticos inescrupulosos. Via de regra, a Lei é descumprida pelas igrejas. A mesma proíbe a apresentação de candidatos, porque poderia dar prioridade a uns em detrimento de outros. Como não é possível dar um tratamento uniforme, a Lei proíbe. A política praticada em nossos arrais não tem mesmo base bíblica. É nojenta, abjeta, aética e eivada de desvios, inclusive, financeiros. Pra não falar de outros interesses…

    Meu anseio é que nosso povo vote com consciência.

    Abração!
    Dá próxima vez te identifica!